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Brasil

TST julga greve dos Correios após impasse sobre plano de saúde

Julgamento no TST analisa legalidade da paralisação e impasse sobre mudanças no plano de saúde da categoria

21/09/2026 09:56
BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Trabalhadores dos Correios entram em greve nacional nesta sexta

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) julga nesta segunda-feira (21/9) o dissídio coletivo da greve dos trabalhadores dos Correios, iniciada no último dia 10 após a rejeição da proposta da empresa para o acordo coletivo da categoria.

O principal ponto de conflito é a mudança no plano de saúde dos funcionários, aposentados e dependentes.

A estatal acionou a Justiça logo após o início da paralisação, pedindo que o tribunal declare a greve abusiva e determine a retomada integral das atividades.

O julgamento deve definir tanto a legalidade do movimento quanto os termos das reivindicações apresentadas pelos trabalhadores.

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Enquanto não há decisão definitiva, uma liminar do próprio TST determinou a manutenção de 80% do efetivo em funcionamento em todas as unidades dos Correios, incluindo áreas de atendimento, transporte e distribuição. Ainda assim, consumidores e empresas relatam atrasos na entrega de encomendas e falhas no rastreamento de pedidos.

A greve ocorre após o fracasso das negociações entre a direção da empresa e os sindicatos. Os trabalhadores rejeitaram a proposta apresentada pelos Correios, que previa alterações no modelo de custeio do plano de saúde.

Pela proposta, a empresa deixaria de arcar integralmente com os riscos do benefício, o que, segundo a categoria, pode elevar os descontos nos salários.

Os Correios afirmam que mantiveram a maior parte das cláusulas do acordo anterior, incluindo reajuste salarial com base na inflação, e defendem que as mudanças são necessárias diante da situação financeira da estatal. A empresa registrou prejuízo bilionário e busca novas fontes de financiamento, incluindo empréstimos com garantia da União.