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Brasil

Tragédia em Brumadinho: 8 dos 34 mortos são identificados pelo IML

A Vale informou que há 221 empregados e 145 terceirizados desaparecidos. Governo de Minas chegou a falar em 40 mortes, mas corrigiu

26/01/2019 21:10, atualizado 26/01/2019 21:56
ALEX DE JESUS/O TEMPO/ESTADÃO CONTEÚDO
Tragédia em Brumadinho: 8 dos 34 mortos são identificados pelo IML

Subiu para oito o número corpos identificados na tragédia de Brumadinho, em Minas Gerais. Na mais recente atualização, às 20h40 deste sábado (26/1), a Vale informou que há 221 empregados e 145 terceirizados desaparecidos.

Veja a lista dos mortos já identificados pelo IML:
Marcelle Porto Cangussu
Jonatas Lima Nascimento
Carlos Roberto Deusdeti
Leonardo Alves Diniz
Fabrício Henriques
Robson Máximo Gonçalves
Willian Jorge Felizardo Alves
Eliandro Batista de Passos

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Médica foi a primeira identificada:
A médica Marcelle Porto Cangussu foi a primeira vítima fatal que trabalhava na Vale quando a barragem desabou. A mulher estava na empresa desde 2016.

A mãe de Marcelle, Mirelle Porto, contou ao jornal O Globo que a filha tinha feito aniversário de 35 anos na quinta-feira (24), um dia antes da tragédia. “No dia 24 de janeiro, ficamos com ela até meia-noite. No dia seguinte, às 7h30, ela já estava no trabalho. A ideia era continuar as comemorações pelo aniversário com os amigos dela na noite de sexta-feira [25]”, disse.

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Trabalhador deixa dois filhos
Outra vítima do rompimento da barragem de rejeitos de minério é Jonatas Lima Nascimento, que completou 15 anos de casado em 10 de janeiro deste ano. Embora não se saiba ainda a dimensão do desastre humano e ambiental, na vida da família de Jonatas a perda é de uma proporção incalculável.

Em poucas palavras, a esposa dele, Daihene Crizólogo, 31 anos, contou ao Metrópoles não ter parado para pensar, ainda, nos próximos passos. “Eu só quero ficar com meus amigos e lembrar do trabalhador que ele era. Depois, cobraremos as dívidas que a empresa tem com a gente”, disse. O casal tem dois filhos: uma menina de 10 anos e um menino de 6.

Daihene conta que Jonatas trabalhava em Brumadinho há três anos. Ele atuava na parte de carregamento da Vale. A esposa deixou o trabalho para cuidar do filho caçula, que é diabético. A casa da família no município não foi atingida, embora os parentes de Jonatas saíram nesta noite por precaução.