
Tracking anima campanha e Flávio evita reagir a ataque sobre cortes sociais
Pesquisa interna após o 1º turno indica crescimento de Flávio, com queda de Lula; aliados duvidam do potencial de desgaste com ataques do PT

Integrantes da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) avaliam que, neste momento, não é necessário reagir à onda de ataques promovida pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Após o primeiro turno, o petista passou a associar o “tesouraço” defendido por Flávio a cortes em programas sociais.
A avaliação, baseada em um tracking – pesquisa interna realizada ao longo da campanha – feito nesta semana, aponta que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro está cerca de sete pontos percentuais (p.p.) à frente de Lula. Segundo o levantamento ao qual o Metrópoles teve acesso, Flávio teria 51% das intenções de voto gerais, contra 44% do atual presidente.
No último domingo (4/10), Flávio terminou o primeiro turno à frente, com 47,03% dos votos, enquanto Lula obteve 45,16%, uma diferença de cerca de 2 p.p. O resultado havia sido projetado por pesquisas realizadas pela equipe de Flávio.
“Jogar parada”
A avaliação de aliados, agora, é de que a campanha do senador deve “jogar parada”.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesQuando for provocada sobre temas como os cortes no Bolsa Família e em outros programas sociais, além da suposta retirada do título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida, a campanha de Flávio deve reagir, divulgando seu posicionamento sobre os assuntos, mas sem mobilizar uma estrutura maior de campanha.
Isso porque, segundo as avaliações internas, essas informações não estariam afetando as intenções de voto em Flávio.
Para a campanha, o resultado do último domingo consolidou o nome do senador, cuja candidatura ainda era vista com descrédito por parte do eleitorado e de setores da sociedade. Com Flávio à frente no primeiro turno, a campanha ganhou força e passou a atrair a atenção de eleitores mais céticos, avaliam integrantes da equipe.

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Frequência de envio: Diário
Ver todasApesar do ânimo com os resultados, auxiliares e aliados mais próximos de Flávio evitam o clima de “já ganhou” e buscam intensificar os esforços para garantir a vitória do candidato nas urnas no próximo dia 25 de outubro. A ideia é não deixar a campanha perder tração nas últimas semanas, como mostrou a coluna de Milena Teixeira.
Apoios do Centrão
Após o segundo turno, Flávio tem cumprido agendas principalmente em Brasília. A única saída da capital federal foi uma viagem rápida a Goiás, na terça-feira (6/10), onde recebeu o apoio do ex-governador de Goiás e presidenciável pelo PSD, Ronaldo Caiado, que encerrou o primeiro turno com 2,18% de votos.
No mesmo evento, o governador reeleito de Goiás, Daniel Vilela (MDB), ex-vice de Caiado, também declarou apoio à campanha bolsonarista.
Em Brasília, o candidato se reuniu com governadores e parlamentares eleitos, encontrou aliados e participou de anúncios de apoio à sua candidatura por partidos do Centrão, como Podemos, Republicanos e a Federação União-PP.
Na quinta-feira (8/10), ao lado de Renata Abreu, Flávio recebeu o apoio do Podemos, partido que elegeu 27 deputados federais e dois senadores neste ano. Na noite anterior, o Republicanos, presidido por Marcos Pereira, havia definido apoio à candidatura de Flávio.
O governador Tarcísio de Freitas é um dos principais aliados de Flávio no partido e tem atuado fortemente pela eleição do filho de Jair Bolsonaro. Na manhã de quarta-feira (7/10), União e PP também haviam anunciado apoio “incondicional” ao candidato.
Além dos partidos que já declararam apoio, a coluna de Igor Gadelha adiantou que o MDB deve anunciar, na próxima terça-feira (13/10), a adesão de diretórios regionais à candidatura de Flávio. Ao menos 17 diretórios pretendem aderir à campanha. O PSD, por sua vez, decidiu liberar seus diretórios. Conforme dito acima, Caiado decidiu dar apoio individual a Flávio.










