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Brasil

Tenente-coronel ligado a bicheiro assassinado é expulso da PM do Rio

Com a decisão, o ex-policial perde, por exemplo, a patente, o direito de andar armado e a identificação de policial militar

04/08/2021 11:44
Reprodução
Marcelo Bastos Leal foi expulso da corporação

Rio de Janeiro – Tenente-coronel da PM do Rio, Marcelo Bastos Leal foi expulso da corporação acusado de ser integrante de um grupo criminoso que, entre outras coisas, fazia a segurança de um bando ligado ao falecido bicheiro Fernando Iggnácio de Miranda, que explorava a máfia de caça-níqueis na zona oeste do Rio.

Com a decisão, o ex-policial perde, por exemplo, a patente, o direito de andar armado e a identificação de policial. As punições têm validade desde 30 de julho, de acordo com a demissão oficial assinada pelo governador Cláudio Castro. O ato já foi publicado em Diário Oficial.

A demissão de Marcelo Bastos foi recomendada pelo Conselho de Justificação, que o classificou como culpado das acusações, e ratificada pelo coronel Rogério Figueiredo, secretário estadual de Polícia Militar e pelo Tribunal de Justiça do Rio. Na denúncia feita à PM, em 2013, Marcelo é apontado pela Auditoria de Justiça Militar pelos crimes de corrupção ativa e passiva, além de exercício de comércio por oficial.

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Escutas telefônicas autorizadas pela Justiça revelam a participação de Marcelo nos crimes. O ex-PM é citado como chefe de segurança de empresa de fachada usada para controlar e explorar máquinas de caça-níqueis nos Bairros de Realengo, Bangu e adjacências. Ele também negociava dívidas e autorizava parcelamento dos pagamentos além de propinas a outros policiais.

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Genro de Castor de Andrade, o bicheiro Fernando Iggnácio de Miranda foi morto a tiros de fuzil no dia 10 de novembro do ano passado. Ele havia acabado de chegar de viagem, quando foi atingido por disparos no estacionamento de um heliporto, no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio.