“Tem o mesmo DNA de Lula”, diz Flávio sobre Lulinha em caso do INSS
Declaração foi feita durante live, em meio às investigações da PF sobre a suposto tráfico de influência envolvendo o filho de Lula

O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta quinta-feira (27/8) que o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, “tem o mesmo DNA” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao comentar as investigações da Polícia Federal (PF) sobre o esquema de descontos indevidos em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Lulinha é investigado em ao menos três inquéritos da PF, que apuram suspeitas de tráfico de influência e possíveis intermediações de negócios envolvendo o filho do presidente e empresas que buscavam contratos com o governo federal.
Confira:
“Eles usam a máquina pública para fazer negócios para a própria família deles. Então, vejam, essa é uma marca do atual governo. O Lulinha, eu digo, não precisava nem de DNA. Os processos que ele está respondendo e que o pai dele respondeu já poderiam ser a simples comprovação de quem o Lulinha é filho”, disse Flávio durante live.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles“DNA está aí provando, né, que é o mesmo DNA, Lulinha e o Lula”, acrescentou.
O senador também questionou a mudança de Lulinha para a Espanha e afirmou que as investigações estariam mostrando como ele teria passado de um trabalho no zoológico para uma condição de multimilionário.
“O seu filho tá fugindo de alguma coisa, Lula?”, provocou.

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A fala de Flávio Bolsonaro ocorre em meio às investigações da PF que apuram a suposta atuação de Lulinha em intermediações de negócios junto ao governo federal.
O filho mais velho de Lula é investigado em três inquéritos da corporação. Um deles apura suspeitas de tráfico de influência relacionadas à Dataprev, empresa de tecnologia do governo federal.
Segundo a investigação, o empresário Cléber Ribas contratou a lobista Roberta Luchsinger para intermediar os interesses de suas empresas junto a órgãos públicos. A PF identificou que Ribas pagou pelo menos R$ 2,5 milhões à lobista entre março de 2024 e dezembro de 2025.
Ainda de acordo com as apurações, Lulinha teria participado de reuniões com agentes públicos em defesa dos interesses do empresário. A PF também identificou mensagens nas quais ele teria pedido a Roberta a emissão de notas fiscais para o recebimento de pagamentos.
Os outros dois investigam possíveis intermediações de negócios junto ao Ministério da Saúde e outras áreas da administração pública.
As investigações ainda estão em andamento e não resultaram em condenação de Lulinha. A defesa nega irregularidades e sustenta que as informações divulgadas a partir dos inquéritos não comprovam a prática de crimes. Os advogados também questionam a divulgação de informações sigilosas das investigações.
Lula, por sua vez, já afirmou que não interfere nas investigações envolvendo o filho e que eventuais suspeitas devem ser apuradas pelos órgãos responsáveis.



