Tarcísio “quer dar presente a Trump”, diz Gleisi sobre anistia

Gleisi afirmou que a aprovação da proposta seria um “vexame total”. “Congresso não pode compactuar com isso”, defendeu ministra de Lula

atualizado

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Gil Ferreira/Secretaria de Relações Institucionais
Ministra Gleisi Hoffmann
1 de 1 Ministra Gleisi Hoffmann - Foto: Gil Ferreira/Secretaria de Relações Institucionais

A ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT-PR), criticou a possibilidade de votação de um projeto de lei (PL) que prevê anistia aos envolvidos nos atos de 8 de Janeiro, que é discutido no Congresso Nacional, e atribuiu o avanço do tema ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP). Ela classificou a proposta como um “presente” de Tarcísio ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

“Esse é o presente que o Tarcísio quer dar para o Trump. É exatamente isso. Ele não falou que tinha que dar um presente para o Trump, em um desses eventos do sistema financeiro que ele participa? Pois é esse o presente que ele quer dar. E ele vai colocar pressão em cima do Congresso Nacional”, alertou a ministra em entrevista à TV Ponta Negra, afiliada do SBT em Natal (RN), nesta quinta-feira (4/9).

Em agosto, durante um fórum com investidores, o governador de São Paulo sugeriu que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entregasse “alguma vitória” ao chefe da Casa Branca, em meio às negociações sobre o tarifaço. Sem mencionar o petista, ele defendeu diálogo com os EUA e disse que conversar com Trump “não é humilhação”.

“Eu acho que até é fundamental compreender um pouco do estilo do presidente americano. É um presidente que vive da economia da atenção. É um presidente que gosta de sentar com o chefe de Estado, botar o chefe de Estado sentado do lado dele e dizer: ‘olha, consegui uma vitória’. E ele está querendo conhecer uma vitória. Então, por que não entregar alguma vitória para ele? Por que não fazer algum gesto?”, disse Tarcísio.

“Vexame”

Durante a entrevista, a ministra responsável pela articulação política do governo também classificou a proposta da anistia como “um vexame total” e defendeu que o Congresso não ceda à pressão da oposição.

Parlamentares aliados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) querem avançar com a pauta em meio ao julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a suposta tentativa de golpe de estado. A matéria ganhou fôlego nesta semana com o apoio do governo de São Paulo.

“Vai ser um vexame nacional se acontecer [a aprovação da anistia]. Porque nós estamos dando uma demonstração de defesa da democracia no mundo, com esse processo, mas também com a postura que a gente está tendo em relação às pressões externas. Então, vai ser um vexame total. O Congresso não pode compactuar com isso e ser agente desse desrespeito ao Supremo Tribunal Federal”, disse Gleisi.

Nesta quinta-feira (4/9), o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que ainda não decidiu se vai pautar o PL da Anistia. Motta reforçou que tem “ouvido” todos os membros da Câmara, tanto os apoiadores quanto os críticos da proposta.

“Estamos muito tranquilos com relação à discussão dessa pauta [anistia]. Não há ainda nenhuma definição [sobre colocar em votação a proposta]. Nós estamos sempre ouvindo o colégio de líderes nessas pautas”, declarou o parlamentar.

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