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Brasil

Suspeito de matar ciclista gravou local do crime: "Não tem câmera".

Nas imagens, é possível ver que o segurança Davi grava o vídeo para tranquilizar os envolvidos no espancamento

24/08/2026 15:11, atualizado 24/08/2026 15:12

Davi Santos Machado, segurança preso por participar do espancamento a pauladas que matou o ciclista Cláudio Rafael Landeiro, de 37 anos, fez um vídeo horas após o linchamento. Na gravação, o suspeito vai à Rua Felipe de Oliveira, em Copacabana, zona sul do Rio, para se certificar de que o crime não foi filmado: “Não tem câmera aqui”.

O crime ocorreu em 12/8, e Cláudio Rafael morreu no dia seguinte, após ser encaminhado a um hospital e não resistir os ferimentos. Ao Metrópoles, o delegado da 12ª DP (Copacabana) Ângelo Lages afirmou que o vídeo e outras imagens do crime estão sendo analisadas pelos investigadores.

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No vídeo mais recente, é possível ver que o segurança Davi faz a gravação para tranquilizar os envolvidos no espancamento. No local do crime, o suspeito afirma que não há câmeras e que a única que tinha estava “virada para lá”

“Foi aqui. Ó, câmera, não tem câmera aqui, para tu ver, não tem câmera. Tá virada para lá. Foi aqui”, narra Davi, de forma ofegante.

Depois de gravar o vídeo, o segurança foi ouvido na 12ªDP como testemunha do caso. No depoimento, prestado em 17 de agosto, Davi compareceu à delegacia justamente com a bicicleta que Cláudio Rafael usava antes de ser morto — o veículo pertence à irmã dele.

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Neste depoimento, ele negou ter participado das agressões contra o ciclista e atribuiu a culpa da vítima exclusivamente aos entregadores. No entanto, no dia seguinte, ele confessou o envolvimento no crime e de ter contruibuído para espancar Cláudio Rafael a pauladas.

Nesta semana, a polícia quer ouvir quem contratou o segurança de rua que espancou a vítima. Além disso, a 12ª DP tenta encontrar um homem que não ofereceu socorro a Rafael durante as agressões.

Entenda o caso

Segundo Nathália, irmã do ciclista, na noite do dia 12, Cláudio Rafael estava de bicicleta e foi abordado pelo segurança de um restaurante, na Rua Barata Ribeiro. O funcionário suspeitou do ciclista e, então, questionou se a bicicleta usada era dele.

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Divulgação/Polícia Civil

Ao Metrópoles, a irmã dele, Nathalia, esclareceu que realmente não era dele, pois ela havia emprestado o veículo para ele passear. Ela ainda acrescentou que ele não soube explicar direito devido a problemas cognitivos.

Após a resposta de Cláudio Rafael, o segurança passou a suspeitar de que ele tivesse roubado a bicicleta e tomou o veículo à força. Depois disso, a vítima foi para casa e o segurança chamou dois entregadores que passavam pelo local para irem atrás dele.

Cláudio Rafael foi para um prédio da Rua Felipe Oliveira, onde motoboys apareceram em frente ao local. Posteriormente, a vítima aparece para conversar com os entregadores, que o cercam e começam a espancá-lo com um pedaço de pau.

Após cair no chão, os motoboys continuaram chutando parte do corpo da vítima, incluindo a cabeça. A vítima recebeu atendimento dos bombeiros, foi encaminhada ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos.

Suspeito de matar ciclista gravou local do crime: "Não tem câmera"