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Testemunhas disseram à Polícia Civil de Goiás que Luis Carlos Costa Gonçalves, 35 anos, suspeito de matar a menina Ana Clara Pires Camargo, 7, oferecia balinhas e dinheiro para atrair crianças na porta de escolas em Goiânia. O empresário do ramo gráfico em Aparecida de Goiânia não tinha antecedentes criminais.

Ele havia sido ouvido pelo delegado Valdemir Pereira da Silva, titular da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic), na manhã de terça-feira (21), por ter um comportamento considerado suspeito e por ter sido visto em um veículo Gol prata conversando com Ana Clara no dia do desaparecimento. Luis acabou liberado após o depoimento pois nenhuma prova contra ele foi encontrada.

As investigações apontam que Luis Carlos tentou desesperadamente esconder indícios que o ligassem ao desaparecimento. O delegado da Deic acredita que o suspeito era pedófilo e tenha envolvimento em outros crimes.

De acordo com os investigadores, ele tinha o costume de distribuir mimos para crianças em Goiânia e provavelmente procurou a vítima para abusar sexualmente dela. No entanto, ainda não há confirmação da perícia se a menina sofreu algum tipo de violência sexual.

Na casa de Luis Carlos, no Residencial Orlando de Morais, a polícia encontrou munições, estojos de maquiagem para crianças e prendedores de cabelo, o que reforça a suspeita da polícia. Agora, a corporação também investiga a participação do vendedor em outros casos. Para o delegado, há indícios da participação dele na morte de uma mulher que estava desaparecida em 2016. Luis pode tê-la estuprado e matado próximo do local onde Ana Clara sumiu. Sobre o caso, também havia a notícia de um carro prata que circulava na região.

 

 

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