Superação: DJ tem 40% do corpo amputado e vence o câncer
Devido a infecções geradas na pele em função da paraplegia, Renildo Silva teve que passar pelo procedimento
atualizado
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Renildo Silva Santos, de 35 anos, decidiu passar por uma dramática intervenção cirúrgica para sobreviver e seguir com a carreira de DJ. A hemicorporectomia, procedimento ao qual foi submetido, é uma amputação severa, em que são retirados todos os tecidos e órgãos do umbigo para baixo.
A cirurgia se fez necessário por conta de um câncer gerado pelas infecções da paraplegia. Aos 12 anos, ele e um amigo subiram no telhado da casa de um vizinho para pegar uma pipa, mas foram recebidos a balas. Renildo foi atingido e ficou paraplégico.
O tumor ameaçava órgãos vitais, e uma equipe do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo viu na amputação uma chance de o DJ continuar vivo. “Eles falaram de cara que iriam cortar abaixo do umbigo e me disseram que a chance de acabar com a doença era grande, mas não total. Na hora, eu fechei com eles. Só eu e minha esposa sabíamos o sofrimento que eu passava, sendo internado a toda hora, tomando injeções, remédios, sempre com febre”, contou, em entrevista à Folha de S. Paulo.
A única mudança no organismo que ele percebe é um aumento da sensação de calor, que, de acordo com os médicos, é em razão da perda de área corpórea.A cirurgia demorou cerca de 15 horas e precisou de seis equipes médicas que se revezavam. “Foram retirados ossos das pernas e liberada toda a parte muscular, formando uma espécie de suporte para os órgãos internos”, explicou André Sagawara, da Rede Lucy de Reabilitação do Governo de São Paulo.
Vida normal
Nas últimas semanas, o DJ começou a testar a prótese, com a qual ele já consegue “ficar de pé”, sem apoio, e se locomover. Com ela, Renildo mede 1,14m. O objetivo é que, com a adaptação e o tempo, a prótese cresça e ganhe “joelhos”, para que ele possa fazer vários tipos de movimentos. Ao final, ele deverá ter 1,60m.
“Não tenho ansiedade para o futuro. A cirurgia deu certo, estou bem. O que vier a mais será lucro. A prótese vai me dar mais qualidade de vida, mas quero tocar minhas coisas logo, fazer minhas festas, ganhar meu dinheiro, cumprir meus compromissos”, disse.








