STJ mantém suspensa investigação contra Padre Robson

A decisão terminativa do STJ atende as alegações da defesa e mantém trancados o inquérito policial e a ação criminal

atualizado 22/05/2021 15:51

Fotografia colorida. Padre Robson e a Associação Filhos do Pai Eterno (Afipe)Reprodução/Instagram

Goiânia – O Superior Tribunal de Justiça (STJ) confirmou decisão do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO) e manteve suspensa a ação contra Padre Robson, um dos religiosos mais famosos e populares da Igreja Católica no Brasil e que é figura central em um escândalo de suposto desvio de dinheiro doado por fiéis. 

A decisão terminativa do STJ atende às alegações da defesa e mantém trancados o inquérito policial e a ação criminal contra o padre. Na decisão, o ministro Olindo Menezes conclui que o compartilhamento de dados do religioso foi ilegalmente utilizado pelo Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO) para iniciar a operação. O mesmo entendimento tem o TJGO.

Ao STJ, a defesa do padre também pediu autorização para ter acesso a detalhes do inquérito instaurado contra desembargadores do Judiciário goiano, suspeitos de terem recebido propina de R$ 1,5 milhão para favorecer o pároco. No entanto, o procedimento tramita em segredo de Justiça.

O padre foi denunciado pelo MPGO por organização criminosa, apropriação indébita, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro doado por fiéis à Associação Filhos do Pai Eterno (Afipe). De acordo com o órgão, o prejuízo para a associação chegaria a mais de R$ 100 milhões.

A denúncia à Justiça é decorrente da Operação Vendilhões, que cumpriu mandados em agosto de 2020 para apurar os desvios. Segundo as investigações, o dinheiro teria sido usado para comprar bens como fazendas, casa na praia e até um avião. O valor deveria ser destinado para a construção da nova basílica, que ainda está em fase inicial de obras, em Trindade (GO).

Padre Robson, que sempre negou qualquer irregularidade, está afastado das atividades e proibido de se manifestar por decreto canônico. Ele tem procurado se manter no anonimato desde que o escândalo veio à tona. A última aparição dele ocorreu em fevereiro deste ano, durante assembleia on-line dos redentoristas.

Por meio de nota, a defesa do pároco informou que o retorno dele às atividades religiosas depende de decisão da própria igreja.

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