STF reabre investigação contra Valdemar Costa Neto na trama golpista

Decisão da Primeira Turma foi baseada no voto de Alexandre de Moraes e retoma investigação contra presidente do partido de Bolsonaro

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Metrópoles
O presidente do PL, Valdemar Costa Neto
1 de 1 O presidente do PL, Valdemar Costa Neto - Foto: Metrópoles

Os ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram, nesta terça-feira (21/10), reabrir investigação contra o presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto.

Por 4 votos a 1, a Turma acompanhou o voto do relator, ministro Alexandre de Moraes, e determinou o reenvio do caso à Procuradoria-Geral da República (PGR), que vai retomar as apurações.

Valdemar havia escapado da denúncia apresentada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, mas foi indiciado pela Polícia Federal (PF) no inquérito que apura a tentativa de golpe de Estado. Com a decisão, ele passa a ser investigado pelos crimes de organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

No voto, Moraes destacou que a reabertura da investigação estava condicionada à eventual condenação de Carlos Cesar Moretzsohn Rocha, engenheiro e presidente da empresa Voto Legal — Rocha acabou sendo condenado a 7 anos e 6 meses.

“Determino ainda, nos termos do voto, a remessa de cópias integrais da Ação Penal 2694, nesta ação penal, para a PET 1200, a fim de que, nos termos do artigo 18 do Código de Processo Penal, seja retomada a investigação em relação a Valdemar Costa Neto, no que diz respeito aos crimes de organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito”, disse Moraes, ao fim do julgamento.
STF reabre investigação contra Valdemar Costa Neto na trama golpista - destaque galeria
4 imagens
O presidente do PL, Valdemar Costa Neto
Presidente do PL, Valdemar Costa Neto foi orientado por advogados a evitar entrevistas e conversas com a imprensa
Valdemar Costa Neto também é aliado do ex-presidente
O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, em manifestação convocada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro em Copacabana
1 de 4

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, em manifestação convocada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro em Copacabana

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
O presidente do PL, Valdemar Costa Neto
2 de 4

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto

KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
Presidente do PL, Valdemar Costa Neto foi orientado por advogados a evitar entrevistas e conversas com a imprensa
3 de 4

Presidente do PL, Valdemar Costa Neto foi orientado por advogados a evitar entrevistas e conversas com a imprensa

KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
Valdemar Costa Neto também é aliado do ex-presidente
4 de 4

Valdemar Costa Neto também é aliado do ex-presidente

KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo

Laudo

Moraes afirmou que a representação apresentada pelo Partido Liberal (PL), pedindo a anulação de votos de urnas eletrônicas no segundo turno, é “uma das coisas mais bizarras que a Justiça Eleitoral” recebeu desde a sua criação.

Durante o julgamento do núcleo 4 da trama golpista, Moraes ressaltou, em seu voto, que a representação encaminhada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), à época, com base em um laudo técnico contratado pelo PL junto à empresa Voto Legal — então presidida pelo engenheiro Carlos Cesar Moretzsohn Rocha, réu no processo — é “bizarra”.

“Aqui, uma das coisas mais bizarras que a Justiça Eleitoral tenha recebido desde a sua criação. Após a derrota nas urnas, o PL apresentou uma representação eleitoral para realizar uma verificação extraordinária das eleições — obviamente com o intuito de ampliar a tensão social e a politização —, pedindo a anulação de metade das urnas”, afirmou o ministro.

Moraes prosseguiu: “A litigância de má-fé foi comprovada porque eles não queriam que fossem anuladas urnas com problemas, mas apenas os votos do candidato que venceu as eleições. Uma das coisas mais bizarras que a Justiça Eleitoral já recebeu”, reiterou o magistrado.

Para o ministro, o episódio é “bizarro” porque o PL buscava anular apenas os votos dados a Lula, apesar de ter eleito governadores do próprio partido por meio do mesmo sistema eletrônico que agora questionava.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNotícias Gerais

Você quer ficar por dentro das notícias mais importantes e receber notificações em tempo real?