Braga Netto se diz democrata e nega participação em plano de golpe

Braga Netto foi interrogado por videoconferência. Ele é réu por suspeita de envolvimento em plano golpista, após as eleições de 2022

metropoles.com

Compartilhar notícia

Reprodução TV Justiça
Imagem Walter Braga Netto
1 de 1 Imagem Walter Braga Netto - Foto: Reprodução TV Justiça

Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou, na noite desta terça-feira (10/6), o interrogatório do general Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa e ex-candidato a vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro em 2022. Ele é um dos oito réus do chamado “núcleo 1” da investigação sobre a tentativa de golpe de Estado após as eleições presidenciais de 2022, vencidas por Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Acompanhe ao vivo:

O general está sendo interrogado pelo ministro Alexandre de Moraes. Braga Netto está preso e participa por videoconferência.

O militar se disse democrata e negou que tenha participado de plano de golpe.

“A eleição de 2022 não teve fraude. Eu fui para fora do Brasil e fiquei 9 meses em uma área de combate na brigada australiana defendendo a democracia. Eu sou um democrata. Eu nunca iria participar de um plano ou apoiado um plano que falasse de atentado a autoridades do Legislativo, Executivo, Judiciário. Nunca teria participado de um plano desse”, disse.

Braga Netto ainda ressaltou que considerou os atos de 8 de Janeiro “um horror”. “Foi vandalismo.”

 

Braga Netto se diz democrata e nega participação em plano de golpe - destaque galeria
9 imagens
Bolsonaro é um dos oito réus investigados por supostamente tramarem um golpe de Estado no Brasil
O ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Anderson Torres
Braga Netto se diz democrata e nega participação em plano de golpe - imagem 4
Almir Garnier Santos durante interrogatório na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal STF
O ex-deputado federal Alexandre Ramagem
Braga Netto se diz democrata e nega participação em plano de golpe - imagem 1
1 de 9

Bolsonaro é um dos oito réus investigados por supostamente tramarem um golpe de Estado no Brasil
2 de 9

Bolsonaro é um dos oito réus investigados por supostamente tramarem um golpe de Estado no Brasil

Antonio Augusto/STF
O ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Anderson Torres
3 de 9

O ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Anderson Torres

Reprodução/TV Justiça
Braga Netto se diz democrata e nega participação em plano de golpe - imagem 4
4 de 9

Hugo Barreto/Metrópoles
Almir Garnier Santos durante interrogatório na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal STF
5 de 9

Almir Garnier Santos durante interrogatório na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal STF

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
O ex-deputado federal Alexandre Ramagem
6 de 9

O ex-deputado federal Alexandre Ramagem

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Mauro Cid e advogado César Bittencourt
7 de 9

Mauro Cid e advogado César Bittencourt

Fellipe Sampaio/STF
Paulo Sérgio foi interrogado pelo ministro Alexandre de Moraes
8 de 9

Paulo Sérgio foi interrogado pelo ministro Alexandre de Moraes

Reprodução TV Justiça
General Walter Braga Netto
9 de 9

General Walter Braga Netto

Reprodução TV Justiça

Prisão

Braga Netto está preso preventivamente desde dezembro de 2024, por ordem do ministro Alexandre de Moraes. A prisão foi decretada a pedido da Polícia Federal, que investiga a participação do general da reserva em um suposto plano para manter Bolsonaro no poder por meios ilegais. Como está sob custódia do Comando Militar do Leste, no Rio de Janeiro, o ex-ministro depõe por videoconferência.

Segundo a Polícia Federal, há indícios de que Braga Netto teve papel relevante na articulação e no financiamento das ações planejadas por militares e civis para reverter o resultado das urnas. Entre os elementos investigados, está a suspeita de que o general teria repassado recursos aos envolvidos em uma sacola de vinho. A informação veio à tona a partir da delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.

O general é o primeiro oficial de quatro estrelas a ser preso, desde o fim do regime militar. Ele está detido na Vila Militar, na zona oeste do Rio de Janeiro, onde já atuou como comandante entre 2016 e 2019. O local é destinado à custódia especial de militares, como prevê a legislação para casos ainda sem sentença definitiva.

Ordem dos depoimentos

O depoimento de Braga Netto é o último do dia e encerra essa etapa da ação penal, referente ao núcleo 1 da trama golpista, considerado o núcleo crucial do caso, conforme denúncia feita pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

A rodada de interrogatórios foi aberta na manhã dessa segunda-feira (9/6), com o depoimento de Mauro Cid, que firmou acordo de colaboração com a Justiça. Os demais réus estão sendo ouvidos em ordem alfabética: Alexandre Ramagem (ex-diretor da Abin), Almir Garnier (ex-comandante da Marinha), Anderson Torres (ex-ministro da Justiça), Augusto Heleno (ex-chefe do GSI), Jair Bolsonaro (ex-presidente) e Paulo Sérgio Nogueira (ex-ministro da Defesa).

As audiências foram marcadas para ocorrer entre os dias 9 e 13 de junho, com horários já definidos:

9/6: 14h às 20h;
10/6: das 9h às 20h;
11/6: 8h às 10h;
12/6: das 9h às 13h; e
13/6: das 9h às 20h.

Crimes atribuídos aos acusados

Todos os réus foram intimados a comparecer em todos os dias de interrogatórios e têm o direito de permanecer em silêncio ou responder às perguntas.

Os crimes atribuídos aos acusados incluem: organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, dano qualificado contra patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado.

A denúncia foi apresentada pela PGR e aceita por unanimidade pela Primeira Turma do STF, composta pelos ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin. Após a fase de interrogatórios, Moraes abrirá prazo para que acusação e defesas apresentem suas alegações finais. O julgamento será feito pelos cinco ministros da Turma, que decidirão pela condenação ou absolvição dos réus.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNotícias Gerais

Você quer ficar por dentro das notícias mais importantes e receber notificações em tempo real?