SP: veja quem Tarcísio já escolheu para equipe de campanha ao governo
A coordenação do programa de governo do ex-ministro ficará a cargo de Guilherme Afif Domingos e o marqueteiro será o argentino Pablo Nobel
atualizado
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São Paulo – O pré-candidato ao governo de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos) já definiu nomes chave da equipe que vai ajudá-lo na campanha eleitoral.
A coordenação do program de governo ficará a cargo de Guilherme Afif Domingos, que era assessor especial de Paulo Guedes no Ministério da Economia até poucos dias atrás. Ligado ao mundo empresarial e com atuação para diminuir a carga tributária, Afif já presidiu o Sebrae, e ocupou diversos cargos políticos.
Ele já foi deputado federal, secretário de Emprego e Relações do Trabalho do estado de São Paulo, vice-governador de São Paulo na gestão Geraldo Alckmin (PSB, à época no PSDB), e secretário de Micro e Pequena Empresa nos governos Dilma Rousseff (PT). Ele também ajudou Gilberto Kassab a fundar o PSD em 2011.
Já seu marqueteiro será o argentino Pablo Nobel, que havia sido contratado pelo Podemos para trabalhar na campanha de Sérgio Moro à Presidência da República. Com a saída do ex-juiz do partido para se filiar ao União Brasil, Pablo foi procurado por Tarcísio e aceitou atuar na campanha estadual do apadrinhado do presidente Jair Bolsonaro (PL).
Experiente, Nobel traz no currículo a atuação em diversas campanhas presidenciais e para governador, tanto no Brasil quanto na Argentina e Angola. Em 2002, participou da campanha do então candidato ao Planalto Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Mais recentemente, foi marqueteiro de Aécio Neves (PSDB) na campanha presidencial de 2014, e de Alckmin na eleição nacional de 2018. Na Argentina, foi marqueteiro de Alberto Fernandez, o atual presidente.
Já o diretor de criação da campanha de Tarcísio será Paulo César (PC) Bernardes, que ocupou a mesma posição na campanha de Aécio Neves à Presidência da República em 2014, e na de José Serra (PSDB) em 2002. Ele é especialista em jingles.
Fora da seara criativa, Tarcísio já escolheu dois nomes que vão lhe auxiliar a formular propostas em áreas específicas. É o caso de João Sampaio, que vai ser consultor do pré-candidato na área de agronegócio. Atualmente, ele é diretor de relações institucionais na Minerva Foods.
Outro nome é Eleuses Paiva, que vai lhe auxiliar a formular propostas para a saúde. Ele é deputado federal pelo PSD-SP e já foi prefeito de São José do Rio Preto, cidade importante no interior paulista onde Tarcísio busca quebrar a hegemonia tucana. Paiva é médico e já foi presidente da Associação Médica Brasileira (AMB).
Pesquisas
Nas pesquisas divulgadas nos últimos meses, Tarcísio tem aparecido no terceiro lugar – atrás de Fernando Haddad (PT), que lidera todas as pesquisas, e de Márcio França (PSB), que geralmente aparece em segundo.
Pesquisa Genial/Quaest divulgada em 12 de maio mostra Haddad com 30%, depois França com 17% e Tarcísio com 10%, seguidos de Rodrigo Garcia (PSDB) com 5%. Na Datafolha divulgada em abril, o ex-ministro da Infraestrutura também apareceu com 10%.
Já levantamento feito pelo instituto Paraná Pesquisas divulgado em 2 de maio, o petista apareceu com 29,7%, França com 18,6% e Tarcísio apareceu com 15,2% das intenções de voto.
Como Haddad se mantém consistente nas pesquisas, os demais pré-candidatos buscam conseguir a outra vaga do segundo turno no pleito estadual.
Tarcísio conta com o respaldo de Bolsonaro, o que lhe garante maior trânsito em cidades do interior de São Paulo que estão divididas entre os tucanos e a influência do presidente, e já aposta, em seus discursos e entrevistas, em vangloriar seus feitos enquanto era ministro da Infraestrutura – focando nos investimentos e obras realizadas em terras paulistas.
Ele também tem acenado aos policiais, defendendo maior liberdade dos agentes para usar a força durante abordagens e operações e afirmando que vai rever o uso das câmeras grava-tudo nas fardas policiais.
Seus adversários, porém, têm focado os ataques no fato de que Tarcísio é do Rio de Janeiro, e nunca morou em São Paulo. França já provocou dizendo que vai lhe perguntar para qual time ele torce – o candidato do Republicanos é flamenguista. Haddad já disse que Tarcísio desconhece a segurança pública de São Paulo e que quer adotar medidas adotadas no Rio de Janeiro.
Já o governador Rodrigo Garcia tem feito uma série de vídeos nas redes sociais com o mote “paulista raiz”, alfinetando o candidato de Bolsonaro indiretamente, nos quais testa seus conhecimentos em relação a costumes paulistas.
Tarcísio, por sua vez, já disse que se considera paulista “em atitude” e que não precisa ter nascido em São Paulo para saber dos problemas do estado. Em relação ao time, ele já ensaia uma resposta: em entrevista ao Conversa com Bial em abril, disse “ter uma simpatia” pela Portuguesa.
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