SP: três suspeitos de incêndio devastador no Parque do Juquery são presos

Investigações apontam que dois homens e uma mulher têm envolvimento no incêndio que devastou 43% de área do parque, em Franco da Rocha

atualizado 20/10/2021 18:56

Incêndio no Parque Estadual do Juquery (SP)Reprodução

A Polícia Civil de São Paulo prendeu, nesta quarta-feira (20/10), três pessoas suspeitas de envolvimento no incêndio que atingiu o Parque Estadual do Juquery, em Franco da Rocha, na região metropolitana, em agosto deste ano. Cerca de 43% de área ambiental do espaço foram destruídos pelo fogo, segundo o gestor do parque, Adriano Candeias de Almeida. As chamas começaram após a queda de um balão que ficou enroscado na copa de um eucalipto.

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) informou que os dois homens e uma mulher foram identificados após depoimentos de testemunhas, quebra de sigilos telefônicos e buscas domiciliares. Todos vão responder por associação criminosa e crime contra o meio ambiente. O trio também foi indiciado por manter ave silvestre em cativeiro, uma vez que uma maritaca foi encontrada com eles.

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Os suspeitos acabaram detidos no âmbito da operação Balão Mágico. Foram apreendidos artefatos relacionados à fabricação e confecção de balões, além de roupas, celulares e uma maritaca.

Incêndio
O Parque Estadual do Juquery abriga a última área de Cerrado remanescente do estado de São Paulo. O fogo começou no dia 22/8 e foi controlado cerca de 48 horas depois. Porém, por mais dois dias, ainda existiam focos em pequenas e grandes árvores. Pelo menos dois animais silvestres morreram – um ouriço e uma cobra do gênero Tomodon.

A operação para combater o incêndio mobilizou mais de 600 pessoas entre brigadistas, voluntários, agentes da Polícia Ambiental, da Guarda-Civil Municipal e da Fundação Florestal.

Na ocasião, um acusado foi detido, pagou fiança de R$ 3 mil e foi liberado em seguida. Outras nove pessoas foram detidas e pagaram multa de R$ 10 mil.

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