SP: polícia suspeita que amigas foram mortas pelo "tribunal do crime"
Advogada das famílias afirmou ao Metrópoles que corpos estavam em "estado avançado de decomposição" e identificação pode levar dias

São Paulo – A Polícia Civil de São Paulo afirma que as duas mulheres mortas cujos corpos foram encontrados no Rodoanel nessa terça-feira (15/6) apresentam características compatíveis com as de vítimas do “tribunal do crime” adotado pelo PCC (Primeiro Comando da Capital) – maior facção criminosa do Brasil.
Embora a identificação dos corpos ainda não tenha sido concluída pelo Instituto Médico Legal (IML), a polícia suspeita de que as vítimas são Júlia Renata Garcia Rafael, de 26 anos, e Cláudia Cristina Menezes, 35.
As duas têm famílias em Manaus (AM), mas estavam em São Paulo quando desapareceram, no dia 3 de junho, após uma festa em Paraisópolis, na zona sul da capital paulista.
A polícia suspeita de que as mortes tenham conexão com o núcleo da facção criminosa presente na região de Paraisópolis. Para avançar nessa linha de investigação, no entanto, é preciso ainda haver a confirmação das identidades pelo IML.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesAo Metrópoles, a advogada Patrícia Vega, que representa a família das vítimas, afirmou que os corpos ainda não foram identificados por causa do acelerado estágio de decomposição.

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Frequência de envio: Diário
Ver todas“O IML vai usar um método de identificação que se chama luva epidérmica [no qual são coletadas as impressões digitais] para poder liberar os corpos. O resultado pode sair em breve ou em até cinco dias”, explicou.
De acordo com ela, os corpos, após liberados, serão encaminhados para Manaus, onde ocorrerá o enterro.
“A prioridade das famílias é receber os corpos para fazer o enterro. Só depois disso é que vamos pensar na investigação do crime e no que pode ter levado à morte das jovens”, ressaltou Patrícia Vega.
Circunstâncias do crime
De acordo com a Polícia Civil e a Polícia Rodoviária Federal, que encontrou os corpos no Rodoanel, na divisa de São Paulo com Itapecerica da Serra, os cadáveres estavam cobertos de terra misturada com cal, o que acelerou o processo de decomposição.
A investigação acredita que os corpos das duas mulheres podem ter sido enterrados, depois desenterrados e jogados no Rodoanel como forma de reduzir a presença da polícia em Paraisópolis.



