SP: polícia suspeita que amigas foram mortas pelo “tribunal do crime”

Advogada das famílias afirmou ao Metrópoles que corpos estavam em "estado avançado de decomposição" e identificação pode levar dias

atualizado 16/06/2021 18:33

Reprodução

São Paulo – A Polícia Civil de São Paulo afirma que as duas mulheres mortas cujos corpos foram encontrados no Rodoanel nessa terça-feira (15/6) apresentam características compatíveis com as de vítimas do “tribunal do crime” adotado pelo PCC (Primeiro Comando da Capital) – maior facção criminosa do Brasil.

Embora a identificação dos corpos ainda não tenha sido concluída pelo Instituto Médico Legal (IML), a polícia suspeita de que as vítimas são Júlia Renata Garcia Rafael, de 26 anos, e Cláudia Cristina Menezes, 35.

As duas têm famílias em Manaus (AM), mas estavam em São Paulo quando desapareceram, no dia 3 de junho, após uma festa em Paraisópolis, na zona sul da capital paulista.

A polícia suspeita de que as mortes tenham conexão com o núcleo da facção criminosa presente na região de Paraisópolis. Para avançar nessa linha de investigação, no entanto, é preciso ainda haver a confirmação das identidades pelo IML.

Ao Metrópoles, a advogada Patrícia Vega, que representa a família das vítimas, afirmou que os corpos ainda não foram identificados por causa do acelerado estágio de decomposição.

“O IML vai usar um método de identificação que se chama luva epidérmica [no qual são coletadas as impressões digitais] para poder liberar os corpos. O resultado pode sair em breve ou em até cinco dias”, explicou.

De acordo com ela, os corpos, após liberados, serão encaminhados para Manaus, onde ocorrerá o enterro.

“A prioridade das famílias é receber os corpos para fazer o enterro. Só depois disso é que vamos pensar na investigação do crime e no que pode ter levado à morte das jovens”, ressaltou Patrícia Vega.

Circunstâncias do crime

De acordo com a Polícia Civil e a Polícia Rodoviária Federal, que encontrou os corpos no Rodoanel, na divisa de São Paulo com Itapecerica da Serra, os cadáveres estavam cobertos de terra misturada com cal, o que acelerou o processo de decomposição.

A investigação acredita que os corpos das duas mulheres podem ter sido enterrados, depois desenterrados e jogados no Rodoanel como forma de reduzir a presença da polícia em Paraisópolis.

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