SP: bolsonaristas tentam evitar CPI da Prevent Senior na Alesp

Parlamentares decidem nesta quarta (6/10) se impõem regime de urgência à deliberação sobre a comissão para investigar operadora de saúde

atualizado

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Janaina Paschoal
1 de 1 Janaina Paschoal - Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

São Paulo – Deputados bolsonaristas tentam evitar a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Prevent Senior na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). Se aberta, será mais uma frente de investigação sobre a conduta da operadora de planos de saúde durante a pandemia do coronavírus.

No pedido da CPI, os parlamentares signatários dizem que pretendem investigar a falta de consentimento de pacientes à prescrição de medicamentos ineficazes do chamado “kit Covid“, a adulteração de atestados de óbito para que o coronavírus não fosse apontado como causa da morte e a fraude praticada em um estudo que buscava propagandear a prescrição de cloroquina.

A Assembleia Legislativa vota a partir das 16h desta quarta-feira (6/10) se delibera em regime de urgência a instalação da CPI da Prevent Senior. A favor da ação, atuaram não só deputados da base do governo João Doria (PSDB), mas também opositores do PT e do PSOL. Eles temem medidas dos bolsonaristas para obstruir a votação.

Líder do PSL na Assembleia, a deputada Janaína Paschoal vem se posicionando contra a comissão. “São 5 CPIs por vez. Temos 5 instaladas ‘de direito’, mas as contrárias ao governo não estão funcionando de fato (Dersa e isenções fiscais). De repente, querem instalar uma sexta CPI, extraordinária, para investigar o que já está sendo investigado no Senado, no Ministério Público, na Câmara. Não vejo sentido”, afirmou ao Metrópoles.

Apesar da resistência bolsonarista, o líder da Minoria, deputado José Américo Dias (PT), considera pouco provável que existam votos suficientes contrários, o que não impede que parlamentares adiem o início da investigação com medidas obstrutivas.

“Eu calculo que existam de 10 a 12 votos contra a CPI, se todos estiverem presentes na sessão. Temos número para aprová-la. Depende só do quórum [48 votos presentes para validar a deliberação]”, declarou.

A Assembleia Legislativa retomou as votações presenciais em 8 de setembro. Políticos consideram que era mais fácil conseguir quórum (48 presentes) para deliberações quando a análise era em plenário virtual.

“Acho que teremos quórum, mas podemos enfrentar uma obstrução de bolsonaristas”, opinou o deputado Paulo Fiorilo (PT), que obteve as 40 assinaturas favoráveis à criação da CPI.

Se aprovado o regime de urgência para análise da instalação da CPI da Prevent Senior, deputados fecharam acordo para votar até terça-feira (12/10) o mérito da criação da comissão.

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