Sóstenes critica decisão de Moraes: “Psicopata institucional”

Líder do PL diz que relator do inquérito contra Bolsonaro é um “tirano” e que decisão é uma tentativa de “encobrir a censura grosseira”

atualizado

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1 de 1 sóstenes coletiva oposição - Metrópoles - Foto: JÉSSICA MARSCHNER/METRÓPOLES @jmarschnerfotografia

O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), chamou, nesta quinta-feira (24/7), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes de “psicopata institucional”. A postagem ocorre após o esclarecimento a respeito das medidas cautelares, que incluem o aval para que o presidente Jair Bolsonaro (PL) conceda entrevistas, desde que não perpetue condutas delitivas.

Em decisão, o ministro do STF apontou que as declarações do ex-presidente e a exibição da tornozeleira eletrônica de Bolsonaro durante a saída da Câmara dos Deputados, na última segunda-feira (21/7), foram uma “irregularidade isolada” e que, por isso, deixou de decretar a prisão preventiva do ex-presidente. No entanto, alertou que, se houver um novo descumprimento, “a conversão será imediata”.

“Uma decisão que só confirma o que muitos já perceberam: estamos lidando com um tirano disfarçado de juiz. Alexandre de Moraes recuou? Não. Ele apenas tentou encobrir a censura grosseira que havia imposto (…) Quando a punição persiste mesmo após o recuo, não estamos diante da lei, mas da perversidade calculada de um psicopata institucional”, disse Sóstenes, nas redes sociais.

Moraes manteve as medidas cautelares impostas a Bolsonaro depois da operação da Polícia Federal (PF) na última sexta-feira. Dentre elas, estão o uso de tornozeleira eletrônica, o veto ao uso de redes sociais, a proibição de ir a embaixadas ou falar com embaixadores e de manter contato com outros investigados – incluindo o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente.

A decisão se deu no âmbito do inquérito que investiga supostos crimes contra a soberania nacional cometidos por Eduardo Bolsonaro que teria sido financiados por Bolsonaro, que enviou cerca de R$ 2 milhões para que o filho “03” se mantenha nos Estados Unidos e articule por sanções contra o Brasil, aliando-se ao governo do presidente Donald Trump.

Bolsonaro de papelão

Ante a restrição imposta por Moraes, um grupo de congressistas do PL, encabeçados por Sóstenes, publicou um vídeo ao lado de uma impressão do ex-presidente em tamanho real, além de miniaturas infláveis de caricaturas do ex-presidente.

Na publicação, Sóstenes disse que os aliados passaram o dia com Bolsonaro na sede do PL para estudar as estratégias para se adequar à decisão da Justiça. Os parlamentares também convocaram apoiadores para os atos previstos para 3 de agosto.

“Nós tivemos que colocar aqui a sua réplica porque ele não pode aparecer nas redes sociais. Essa é a censura mais vergonhosa que já vimos no Brasil. Mas nós, parlamentares conservadores, de direita, que acreditamos em Deus, nuca abandonaremos o nosso presidente”, disse na publicação.

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