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Brasil

"Soluços que tiram qualquer ser humano do sério", diz Bolsonaro na UTI

Publicação foi feita no perfil de Jair Bolsonaro após novo boletim médico, que informa quadro clínico estável. Ex-presidente segue na UTI

28/04/2025 14:27
Reprodução/Redes sociais
imagem colorida bolsonaro na uti

Em publicação das redes sociais, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está internado há duas semanas no Hospital DF Star, em Brasília (DF), deu atualizações sobre seu quadro de saúde. Ainda na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), afirmou que está em recuperação progressiva, clinicamente estável e sem dores.

Apesar da melhora, Bolsonaro se queixou dos soluços. “Ainda persisto com sinais de gastroparesia (retardo no esvaziamento do estômago) e soluços que tiram qualquer ser humano do sério, mas sendo clinicamente controlados e acompanhados”, disse ele.

A publicação foi feita após a divulgação do novo boletim médico, que informou o início da oferta oral de água, chá e gelatina.

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Reintrodução alimentar

De acordo com Bolsonaro, o início da oferta oral acontece de forma cautelosa. “Hoje, de forma cautelosa, a equipe médica iniciou a oferta oral limitada de água, chá e gelatina, devido a sinais de movimentos intestinais iniciais. Paralelamente, continuo realizando fisioterapia motora controlada para a recuperação da massa muscular perdida pelo período de repouso e sigo recebendo medidas de prevenção contra trombose venosa”.

O ex-presidente passou por uma cirurgia de 12 horas para tratar uma obstrução intestinal há duas semanas. Ele tem visitas ainda restritas e não tem previsão de alta.

O boletim médico desta segunda-feira (28/4) foi assinado por Cláudio Birolini, médico-chefe da equipe cirúrgica; Leandro Echenique, médico cardiologista; Antônio Aurélio de Paiva Fagundes Júnior, coordenador da Unidade de Terapia Intensiva do Hospital DF Star; Brasil Caiado, médico cardiologista; Guilherme Meyer, diretor médico do DF Star; e Allisson Barcelos Borges, diretor-geral do DF Star.

A cirurgia de Bolsonaro, que durou cerca de 12 horas, teve como objetivo a remoção de aderências intestinais — conhecidas como bridas — e a reconstrução de parte da parede abdominal. Essas alterações são comuns em pacientes que passaram por cirurgias abdominais anteriores e podem causar dor, obstruções e outros sintomas.