Sob pressão do PT, Pacheco diz que ainda avalia disputar governo de MG
Rejeição de Jorge Messias ao STF, no Senado, ampliou dúvidas sobre a candidatura de Rodrigo Pacheco (PSB) ao governo de Minas Gerais
atualizado
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O ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSB-MG) afirmou, nesta terça-feira (5/5), que ainda avalia se disputará o governo de Minas Gerais.
Apontado como principal aposta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a eleição no estado, Pacheco chegou a sinalizar que poderia entrar na corrida, mas nunca confirmou a candidatura.
“Vou analisar. Acho que até o final deste mês de maio é um bom tempo”, disse o senador.
A possível candidatura de Pacheco passou a ser colocada em dúvida ao longo dos últimos dias. O cenário se agravou após a rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Na base governista, aliados de Lula questionam o possível envolvimento de Pacheco com a articulação do atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para barrar o nome de Messias no plenário.
Embora pessoas próximas a Pacheco afirmem que ele segue disposto a concorrer, integrantes do PT veem sinais de hesitação. Para esses dirigentes, a demora do senador em anunciar a pré-candidatura e em articular alianças indica falta de disposição para entrar na disputa.
O tema foi discutido nesta terça em reunião de dirigentes petistas que tratam da estratégia eleitoral do partido. A definição do palanque de Lula em Minas Gerais está entre as prioridades do PT.
Há expectativa de que o presidente nacional da sigla, Edinho Silva, se reúna com Pacheco para tratar do assunto. Questionado, o senador afirmou que ainda não encontrou o dirigente.

