“Sistema ditatorial vai mudar”, diz Eduardo Bolsonaro após morte de PM

Deputada Bia Kicis, correligionária do filho do presidente, também usou politicamente a morte de soldado com surto psicótico na Bahia

atualizado 29/03/2021 12:42

Deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP)Reprodução/Redes sociais

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) comentou a morte de um soldado da PM baiana em surto no último domingo (28/3). “Estão brincando de democracia, achando que o povo é otário”, escreveu o filho do presidente Jair Bolsonaro em postagem nas redes sociais na manhã desta segunda-feira (29/3).

Ao tentar politizar a morte do policial, o parlamentar assinalou, em outra postagem, que há um “caos” na Bahia, governada pelo adversário Rui Costa (PT).

O soldado Wesley Soares, da PM de Itacaré, no sul da Bahia, chegou armado de fuzil e com o rosto pintado para um protesto violento num dos principais pontos turísticos da capital baiana na tarde de domingo. Ele foi alvejado depois de horas de negociação, quando atirou contra os colegas de farda. Para a Secretaria de Segurança Pública da Bahia, o militar passava por surto psicótico.

Veja a postagem de Eduardo Bolsonaro sobre o caso:

Eduardo bolsonaro no twitter
Postagem do filho do presidente
Bia Kicis incita paralisação ilegal

Presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, a correligionária de Eduardo Bolsonaro e deputada federal Bia Kicis (PSL-DF) defendeu, em mensagem publicada na madrugada desta segunda-feira (29/3) em rede social, motim de policias militares contra o governador da Bahia, Rui Costa (PT).

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“Soldado da PM da Bahia abatido por seus companheiros. Morreu porque se recusou a prender trabalhadores. Disse não às ordens ilegais do governador Rui Costa da Bahia. Esse soldado é um herói. Agora, a PM da Bahia parou. Chega de cumprir ordem ilegal”, escreveu Kicis.

O tuíte, no entanto, foi apagado logo no início desta manhã. Ao Metrópoles, a deputada federal afirmou que não existe nenhum motim. “Que ideia”, assinalou. “As redes ficaram emocionadas com a morte do soldado. Mas refletindo melhor prefiro aguardar os rumos da investigação”, prosseguiu.

O vice-líder da Minoria na Câmara, deputado federal Afonso Florence (PT-BA), acusou Kicis de cometer um ato criminoso.

“É lamentável que uma deputada federal tente politizar uma tragédia, mas infelizmente não me surpreende”, disse Florence.

“É mais um ataque oportunista e criminoso orquestrado pelo gabinete do ódio em Brasília. Esse discurso de ódio, baseado em mentiras e interesses políticos, tem sido fortalecido por parlamentares que deveriam respeitar o povo e a Constituição”, completou.

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