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Brasil

Silvio Almeida: não se pode admitir oportunismo no caso de Marajó

Silvio Almeida negou que o governo do presidente Lula (PT) tenha cancelou as ações, políticas e projetos voltados ao Marajó

23/02/2024 21:37, atualizado 23/02/2024 21:56
Hugo Barreto/Metrópoles
impeachment colorida mostra Silvio Almeida com as mãos encobrindo parte do rosto, segurando a lente direita dos seus óculos e com o olhar direto ao deputados na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime organizado; ele veste terno preto, camisa branca e gravata preta - Metrópoles

Nesta sexta-feira (23/2), o ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida, negou que o governo do presidente Lula (PT) tenha cancelou as ações, políticas e projetos voltados à Ilha do Marajó, no Pará. Segundo ele, não se pode admitir que oportunistas se aproveitem da situação para desinformar e criar “pânico moral”.

“O que a gente não pode permitir e não vai admitir é que oportunistas utilizem as mazelas e os problemas que existem em Marajó para criar pânico moral, para associar os seus moradores e as pessoas que ali vivem com um problema gravíssimo e que, de fato, é um problema do Brasil, que é o abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes”, afirmou em vídeo publicado pela pasta.

Silvio Almeida destacou que, em 2023, o governo federal lançou o programa Cidadania Marajó, que tem entre seus objetivos garantir os direitos fundamentais e combater a exploração e abuso sexual de crianças e adolescentes. As ações ainda contam com apoio das forças de segurança para desarticular qualquer tipo de rede criminosa.

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“O que Marajó precisa, além  de uma forte presença do Estado para reprimir, precisa também de política pública porque nós precisamos combater a pobreza e a desigualdade”, completou o ministro.

Em posicionamento anterior, a pasta reforçou que não se pode associar as imagens de vulnerabilidade social à exploração sexual de crianças e adolescentes no arquipélago.

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“A realidade de exploração sexual na região sabe-se preocupante e histórica, mas não autoriza sua utilização de forma irresponsável e descontextualizada. Isso apenas serve ao estigma das populações e ao agravamento de riscos sociais”, destacou a pasta de Silvio Almeida.

Segundo o Ministério dos Direitos Humanos, foram realizadas visitas ao território marajoara, com delegações do governo federal e das autoridades locais.

“As ações do Cidadania Marajó contam com apoio das forças de segurança federais, a exemplo da Polícia Federal [PF], da Polícia Rodoviária Federal [PRF], do Ministério da Defesa e da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Pará, no sentido de desarticular redes de exploração, abuso e violência sexual”, frisa.

O Ministério dos Direitos Humanos também destacou que fechou parceria com a Universidade Federal do Pará com investimento de R$ 1 milhão, sendo R$ 500 mil voltados ao Marajó, para implementação da Escola de Conselhos no Pará, que atenderá dezenas de conselheiros tutelares.

Vídeo viral

A situação no Marajó ganhou projeção nacional, recentemente, após um vídeo circular nas redes sociais da cantora Aymeê Rocha, em um reality show evangélico. Na canção, a jovem fala sobre a exploração de crianças no arquipélago paraense.

“Enquanto isso no Marajó, o João desapareceu esperando os ceifeiros da grande seara”, diz um trecho da música. Depois da repercussão, vídeos de crianças em situação de vulnerabilidade social na Ilha do Marajó também começaram a ser compartilhados.