Setor de serviços perdeu mais de 300 mil empregos no 1º ano da crise
A perda foi puxada pelo desempenho do segmento de transportes, de acordo com o IBGE

No primeiro ano da crise, o setor de serviços não financeiros gerou R$ 1,4 trilhão de receita operacional líquida, uma queda de 2,4% em relação ao ano anterior, segundo a Pesquisa Anual de Serviços 2015, divulgada nesta sexta-feira (21/9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A perda foi puxada pelo desempenho do segmento de transportes, serviços auxiliares aos transportes e os Correios, onde a queda na receita alcançou 4,2%. Por outro lado, a receita operacional líquida das atividades de ensino continuado cresceu 8,7%, em termos reais.
Segundo o IBGE, a atividade educacional foi impulsionada pela deterioração no mercado de trabalho. O aumento do desemprego levou as pessoas a investirem mais em qualificação profissional.
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Ver todasO segmento Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio foi responsável pela maior parte da receita operacional líquida, uma fatia de 29,3%. Na análise por atividades, as empresas de telecomunicações foram as líderes na geração de receita, com 11,3% do total.
A ocupação média no setor de serviços foi de 10 pessoas por empresa. O segmento dos Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio concentrou as empresas de maior porte, com cerca de 14 pessoas ocupadas por empresa.
Já os segmentos de atividades imobiliárias e de serviços de manutenção e reparação tinham a menor média de funcionários, uma média de quatro ocupados por empresa.
Os trabalhadores do setor de serviços recebiam um salário médio mensal de R$ 1.911 em 2015. O resultado significa uma redução de 4,6% no rendimento médio mensal, já descontados os efeitos da inflação.
O segmento de informação e comunicação teve a média salarial mais alta naquele ano (R$ 3.831), enquanto os serviços prestados principalmente às famílias eram os que pagavam menos aos funcionários (R$ 1 178). Os serviços profissionais, administrativos e complementares concentraram a maior parcela do pessoal ocupado (40,0%) e da massa salarial (35,9%).



