Setor de combustíveis fala em risco de desabastecimento e pede ação do governo

Em nota, entidades alegam que medidas tomadas pelo governo, como a retirada das alíquotas de PIS/Cofins, terão pouco efeito no preço final

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Vinícius Schmidt/Metrópoles
Posto de combustivel gasolina etanol Metrópoles
1 de 1 Posto de combustivel gasolina etanol Metrópoles - Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles

Entidades do setor de combustíveis publicaram, nesta sexta-feira (20/3), uma nota conjunta pedindo reação do governo federal o mais breve possível para “evitar o agravamento dos riscos de desabastecimento nacional”. Elas afirmam que estão atentas aos desdobramentos da guerra no Oriente Médio e aos reflexos do conflito no mercado internacional de petróleo e derivados.

A nota é assinada pela Fecombustíveis, Sindicom, Brasilcom, Abicom, Refina Brasil e Sincopetro. Elas alegam que as medidas tomadas pelo governo, até então, como zerar as alíquotas de PIS/Cofins sobre o diesel, terão pouco efeito no preço final do produto.

O setor explica que o combustível vendido nos postos é o diesel B, atualmente composto por 85% de diesel A e 15% de biodiesel, enquanto as medidas do governo, segundo as entidades, incidem sobre o diesel A e não seriam transferíveis, de forma automática e integralmente, ao produto final comercializado nas bombas.

“Diante desse cenário se faz necessária a adoção de providências, com a maior brevidade possível, de modo a evitar o agravamento dos riscos de desabastecimento nacional”, diz nota das entidades.
Setor de combustíveis fala em risco de desabastecimento e pede ação do governo - destaque galeria
6 imagens
Setor de combustíveis fala em risco de desabastecimento e pede ação do governo - imagem 2
Setor de combustíveis fala em risco de desabastecimento e pede ação do governo - imagem 3
Setor de combustíveis fala em risco de desabastecimento e pede ação do governo - imagem 4
Setor de combustíveis fala em risco de desabastecimento e pede ação do governo - imagem 5
AGU pede investigação sobre preços de combustíveis
Gasolina nos postos
1 de 6

Gasolina nos postos

KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
Setor de combustíveis fala em risco de desabastecimento e pede ação do governo - imagem 2
2 de 6

Vinícius Schmidt/Metrópoles
Setor de combustíveis fala em risco de desabastecimento e pede ação do governo - imagem 3
3 de 6

MPMG
Setor de combustíveis fala em risco de desabastecimento e pede ação do governo - imagem 4
4 de 6

Vinícius Schmidt/Metrópoles
Setor de combustíveis fala em risco de desabastecimento e pede ação do governo - imagem 5
5 de 6

Kebec Nogueira/Metrópoles @kebecfotografo
AGU pede investigação sobre preços de combustíveis
6 de 6

AGU pede investigação sobre preços de combustíveis

Kebec Nogueira/Metrópoles @kebecfotografo

A nota conjunta afirma, ainda, que a Petrobras aumentou o preço do diesel puro em R$ 0,38 por litro a partir de 14 de março, o que, quando aplicado à mistura do diesel B vendido nos postos, representa um acréscimo de aproximadamente R$ 0,32 por litro para o consumidor.

As entidades afirmam que, além desse reajuste, outros fatores também influenciam os preços, como os leilões da Petrobras, nos quais o diesel puro tem sido negociado entre R$ 1,80 e R$ 2 por litro, valor acima do praticado nas refinarias da própria companhia.

No setor, os estoques são avaliados pelos preços correntes de mercado, o que afeta os custos de reposição, e cada agente define suas próprias políticas de precificação, sem um valor único obrigatório.

“Importante lembrar, ainda, que parte relevante do abastecimento nacional também vem de refinarias privadas e de importadores, os quais, diferentemente da Petrobras, não atuam na extração de petróleo no Brasil e praticam preços (de diesel A) sempre de acordo com as referências internacionais”, expõem as entidades.

As oscilações no valor do petróleo e dos derivados, segundo elas, tendem a refletir em toda a cadeia, “ainda que de forma não uniforme e como resultado não de um único fator, mas da combinação de diversas variáveis (e.g. econômicas, tributárias e logísticas)”.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNotícias Gerais

Você quer ficar por dentro das notícias mais importantes e receber notificações em tempo real?