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Brasil

Sem apoio no PL, Motta faz ofensiva sobre Centrão para garantir reeleição

Bloco de centro anuncia apoio à articulação pela reeleição de Motta, enquanto PL discute lançar Sóstenes Cavalcante ou Altineu Côrtes

15/10/2026 04:30
KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
Presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB)

Hugo Motta (Republicanos-PB) ganhou o respaldo do Centrão para tentar se reeleger presidente da Câmara dos Deputados em fevereiro de 2027. Dirigentes de partidos do bloco anunciaram nessa quarta-feira (14/10) que manterão a aliança na próxima legislatura e apoiarão as articulações pela recondução do paraibano.

O grupo reúne União Brasil, PP, PSD, Republicanos, MDB, PSDB-Cidadania e Podemos, além da representação da federação Solidariedade-PRD. O acordo fortalece Motta, mas ainda será necessário transformar o compromisso das lideranças em votos dos deputados.

A união do grupo também busca preservar o espaço político das siglas na Mesa Diretora e nas comissões. O movimento ocorre enquanto o PL, dono da maior bancada eleita para 2027, articula uma candidatura própria à presidência da Casa.

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Articulações

  • Bloco formado por União Brasil, PP, PSD, Republicanos, MDB, PSDB-Cidadania e Podemos anuncia apoio às articulações pela reeleição de Hugo Motta;
  • PL, que terá 121 deputados em 2027, discute lançar Sóstenes Cavalcante ou Altineu Côrtes para disputar a presidência da Câmara;
  • PSD e MDB são peças importantes na articulação de Motta, que também pode contar com o apoio de partidos de esquerda;
  • Para vencer em primeiro turno, o candidato precisa de 257 votos. A votação secreta pode dificultar a conversão dos apoios partidários em votos.

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Ao longo do semestre, o deputado recompôs a base, ganhou o respaldo dos líderes e se blindou no comando da Casa
Hugo Motta, presidente da Câmara, afirma que STF decidirá sobre dosimetria
Hugo Motta
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Hugo Motta

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Ao longo do semestre, o deputado recompôs a base, ganhou o respaldo dos líderes e se blindou no comando da Casa
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Ao longo do semestre, o deputado recompôs a base, ganhou o respaldo dos líderes e se blindou no comando da Casa

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Hugo Motta, presidente da Câmara, afirma que STF decidirá sobre dosimetria
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Hugo Motta, presidente da Câmara, afirma que STF decidirá sobre dosimetria

LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova

PL quer disputar comando da Câmara

O PL discute lançar o líder da bancada, Sóstenes Cavalcante (RJ), ou o deputado Altineu Côrtes (RJ), atual primeiro-vice-presidente da Câmara. A legenda elegeu 121 deputados e quer transformar o resultado das urnas em poder sobre o comando do Legislativo.

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A resistência a Motta também passa pelos atritos com o bolsonarismo e pelas divergências sobre a condução da pauta legislativa. O presidente da Câmara apoiou a reeleição de Lula (PT) logo no 1° turno, enquanto o PL se mantém na oposição ao governo.

Tamanho das bancadas pesa na disputa

A federação União Progressista, formada por PP e União Brasil, terá 87 deputados na próxima legislatura. O PSD contará com 43 parlamentares, o Republicanos, partido de Motta, terá 41, e o MDB, 36.

O PSD é uma peça importante do acordo. O líder do partido, Antonio Brito (BA), declarou apoio à recondução de Motta e defende a manutenção do bloco de centro.

O MDB também integra a articulação, embora o anúncio coletivo não signifique que todos os parlamentares já estejam comprometidos com o voto no atual presidente.

Motta também deve contar com partidos de esquerda. A federação formada por PT, PCdoB e PV elegeu 88 deputados e pode ajudar a construir uma maioria, como ocorreu na eleição de 2025.

Para vencer em primeiro turno, o candidato precisa de pelo menos 257 votos. A votação é secreta, o que significa que o apoio anunciado pelas direções partidárias não garante, por si só, a adesão de todas as bancadas.

Com o bloco de centro unido em torno das articulações pela recondução, Motta tenta organizar sua base antes da eleição. O PL, por sua vez, terá de negociar com outras siglas para transformar sua maior bancada em votos suficientes para disputar o comando da Câmara.