
Segurança: Flávio promete "leis mais duras" para combater a marginalidade
Flávio Bolsonaro voltou a afirmar que classificará PCC, Comando Vermelho e milícias como organizações narcoterroristas

O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, prometeu endurecer as leis contra a criminalidade caso seja eleito. Durante debate da Band com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), neste domingo (18/10), ele afirmou que líderes de organizações criminosas poderão ficar até 80 anos presos e anunciou a intenção de construir mais de 500 mil vagas no sistema penitenciário.
“Eu vou para dentro desses marginais com leis mais duras”, declarou Flávio ao apresentar suas propostas para a segurança pública. O senador associou a promessa à Lei Antifacção, que mencionou durante o debate, e afirmou que pretende classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC), o Comando Vermelho (CV) e as milícias como organizações narcoterroristas.
“Porque, a partir de janeiro do ano que vem, eu vou declarar guerra ao narcoterrorismo”, disse o candidato, ao defender uma atuação mais rigorosa contra grupos criminosos.
A proposta se soma a iniciativas que Flávio já havia defendido durante a campanha. Em maio, o senador se reuniu com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca, e afirmou ter pedido ao republicano que classificasse o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesO senador também declarou que, se eleito, levará o Brasil a integrar o Escudo das Américas, aliança de segurança liderada por Washington para combater o narcotráfico e o crime organizado na região.
Em entrevista à TV Globo na sexta-feira (16/10), o candidato voltou a defender a adesão brasileira à iniciativa e prometeu classificar as duas facções e as milícias como organizações narcoterroristas. A proposta de aproximação com os Estados Unidos também integra o plano de segurança apresentado por Flávio durante a campanha.
Ampliar vagas em presídios
Além do endurecimento das punições, Flávio afirmou que pretende ampliar a capacidade do sistema penitenciário para manter presos criminosos considerados perigosos. A promessa é construir mais de 500 mil vagas em unidades prisionais.
“Eu vou construir mais de meio milhão de vagas no sistema penitenciário, porque esses marginais vão ficar presos”, declarou.
O senador também criticou a política de segurança do governo Lula. Segundo ele, a atual administração adota medidas de desencarceramento e permite que criminosos perigosos voltem às ruas sob a justificativa de falta de vagas nos presídios.
“No governo do Flávio Bolsonaro não vai ter ninguém passando a mão na cabeça de bandido como tem no atual governo”, afirmou.
Candidato promete combater domínio de facções
Flávio também prometeu recuperar territórios que, segundo ele, estão sob o domínio de organizações criminosas. O candidato afirmou que pretende retomar ruas, bairros e cidades em que grupos armados impõem regras à população.
“Eu vou recuperar cada metro, eu vou recuperar cada rua, eu vou recuperar cada bairro, eu vou recuperar cada cidade, eu vou recuperar cada território que foi tomado do povo brasileiro”, declarou.
O senador incluiu as unidades prisionais entre os locais que pretende retirar do controle de organizações criminosas. Ele também afirmou que integrantes desses grupos serão presos ou neutralizados pelas forças policiais.
