Segunda noite de desfiles no Rio tem crítica social. Veja fotos

São Clemente, Vila Isabel, Portela, União da Ilha, Paraíso do Tuiuti, Mangueira e Mocidade passaram pela Marquês de Sapucaí

Leo Franco / AgNewsLeo Franco / AgNews

atualizado 05/03/2019 10:16

Começou às 21h30 dessa segunda-feira (4/3) a segunda noite de desfiles das escolas de samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro, que se estendeu até as 06h45 desta terça (5). São Clemente, Vila Isabel, Portela, União da Ilha, Paraíso do Tuiuti, Mangueira e Mocidade passaram pelo sambódromo.

Estação Primeira de Mangueira
Entre os nove quesitos que decidem a disputa entre as escolas de samba do Rio não está a emoção. Se estivesse, a Estação Primeira de Mangueira já poderia se considerar campeã de 2019. Sexta escola a se apresentar, já ao amanhecer desta terça-feira (5), a verde e rosa se equiparou a outras em fantasias e alegorias, mas arrebatou a plateia com uma comovente homenagem à vereadora Marielle Franco (PSol), assassinada em março de 2018 no centro do Rio.

Veja fotos do segundo dia de desfiles no sambódromo:

Paraíso do Tuiuti
A Paraíso do Tuiuti foi a quinta a desfilar na segunda noite de exibições no sambódromo do Rio, já na madrugada desta terça (5). Escola de pouca tradição na elite do Carnaval carioca, a agremiação vive uma alternância de resultados: em 2017, o carro abre-alas desgovernou quando entrava na pista do sambódromo e prensou contra as grades pessoas que estavam nas laterais.

União da Ilha
“Padim Ciço” sobrevoou a Marquês de Sapucaí sobre um drone, para abençoar a passagem da Ilha do Governador na avenida. O padroeiro nordestino voador foi o ponto alto do desfile da escola de samba, o quarto a desfilar durante o encerramento da disputa entre as agremiações do Grupo Especial.

Portela
A agremiação emocionou o sambódromo ao homenagear a cantora portelense Clara Nunes (1942-1983), um ícone da escola de Madureira (bairro da zona norte do Rio). Sob o comando da experiente carnavalesca Rosa Magalhães, a Portela apresentou fantasias e alegorias luxuosas. O único senão à exibição foi ter corrido um pouco no final.

Unidos de Vila Isabel
A azul e branca do bairro de Noel levou a família real e a cidade serrana de Petrópolis (RJ) para a Marquês de Sapucaí. Com o enredo “Em nome do pai, do filho e dos santos – A Vila canta a cidade de Pedro” e assinatura do carnavalesco Edson Pereira, a escola narrou os tempos áureos do município fluminense – morada de verão de Dom Pedro II e descendentes, entre eles a princesa Isabel.

São Clemente
Conhecida pelos enredos bem-humorados, desta vez a escola de Botafogo, zona sul do Rio , repetiu uma crítica que já havia apresentado em 1990 e que ficou ainda mais atual. O enredo “E o samba sambou” mostrou como a profissionalização do desfile impôs mudanças às escolas e o carnaval passou a ser regido pelo poder financeiro. O tema foi bem explorado, com fantasias e alegorias compreensíveis, mas a agremiação sofre exatamente com a falta de dinheiro. Sem luxo, bastante simplória e ainda afetada por uma certa correria, a escola certamente não retorna no Desfile das Campeãs, que vai reunir, no próximo sábado (9), as seis melhores colocadas.

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