Seguidor de João de Deus: “Pode prender o padre. Não fechar a igreja”
Após o MP pedir a prisão do médium acusado de abuso sexual, voluntários dizem que a Casa Dom Inácio vai funcionar nesta quinta (13)
atualizado
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Após o Ministério Público de Goiás (MPGO) pedir a a prisão preventiva de João Teixeira de Faria, o João de Deus, voluntários da Casa Dom Inácio de Loyola disseram que a instituição vai funcionar normalmente nesta quinta-feira (13/12).
“Não estou sabendo [do pedido de prisão]. Amanhã [quinta], a Casa vai abrir. Podem prender o padre, mas não fechar a igreja'”, disse Cláudio José Antônio Pujá, voluntário há 30 anos.
A data do pedido de prisão, protocolado no Fórum de Abadiânia (GO) na tarde desta quarta (12), coincide com a volta do líder espiritual à Casa Dom Inácio de Loyola, no município goiano situado no Entorno do DF. Desde a divulgação do escândalo, na madrugada de sábado (8), no programa da TV Globo Conversa com Bial, o paradeiro dele era desconhecido.
João de Deus fez sua primeira aparição pública após o escândalo sexual na manhã de quarta (12). Ele chegou à Casa Dom Inácio por volta das 9h30. Ficou apenas sete minutos no local. Dentro da instituição, disse aos seguidores que “está na mão da lei”. Depois, ao sair, afirmou que é inocente.
Assista ao vídeo:
A assessora de imprensa do médium, Edna Gomes, afirma que João de Deus teve um pico de pressão e, por isso, saiu rapidamente do local, tomando rumo ignorado. Após um grande tumulto, o líder deixou a cidade e os seguidores ficaram dentro da Casa, em oração e silêncio absoluto.
Até o momento, 450 denúncias foram protocoladas em ministérios públicos de 10 estados e do Distrito Federal. Coordenador do Centro de Apoio Operacional Criminal do Ministério Público de Goiás, Luciano Miranda Meireles avalia que as denúncias de abuso sexual envolvendo o líder espiritual João Teixeira de Faria têm potencial para alcançar uma dimensão maior do que o caso de Roger Abdelmassih.
O ex-médico de reprodução assistida foi condenado a 181 anos de prisão por estupro de pacientes. “Pela movimentação que estamos assistindo, o número de mulheres que se apresentam como vítimas deverá ser maior. Há relatos de abusos ocorridos há 20 anos.”
Veja vídeo do momento da chegada de João de Deus (clique na imagem):






















