Saúde não investiu R$ 3,4 bilhões liberados em maio para combate à Covid-19

Levantamento do Conselho Nacional de Saúde diz que pasta não usou 12,8% do orçamento de R$ 44,2 bi liberados para o enfrentamento à doença

atualizado 27/11/2020 9:19

fachada do ministério da saúdeRafaela Felicciano/Metrópoles

O Ministério da Saúde ainda não usou R$ 3,4 bilhões liberados em maio deste ano para enfrentar a pandemia causada pelo coronavírus. O montante foi disponibilizado em forma de crédito extraordinário, por meio de Medias Provisórias (MPs), e aprovado pelo Congresso Nacional no primeiro semestre.

As informações foram levantadas pela Comissão de Financiamento e Orçamento (Confin) do Conselho Nacional de Saúde (CNS), ligado ao Ministério da Saúde. Além dos R$ 3,4 bilhões parados, há também R$ 74,7 milhões que não foram utilizados pela pasta e não podem mais ser investidos em ações de saúde, porque foram liberados por meio de MPs que perderam a validade.

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Em entrevista ao jornal O Globo, o presidente do CNS e membro do Confin, Getulio Vargas, criticou o governo e o Ministério da Saúde pela “falta de planejamento”. “Quantos respiradores, testes, leitos podem ser custeados com esses recursos não utilizados?”, questionou.

Também há outros R$ 2,2 bilhões não utilizados, disponibilizados por MPs emergenciais de setembro, ligados à vacina. Dos R$ 44,2 bilhões liberados ao Ministério da Saúde para a pandemia, 12,8% não foram utilizados.

O ministro da pasta, Eduardo Pazuello, afirmou ao Globo que os R$ 6 bilhões serão investidos em medidas de combate ao coronavírus, pactuadas cm secretários estaduais e municipais de saúde, na abertura de leitos e Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) em 2021. Ele também informou que o montante será investido em ações de vacinação da Covid-19.

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