Planalto troca verde e amarelo da posse por roxo contra hanseníase

Mudança ocorre em incentivo à campanha do Janeiro Roxo. Por ano, são registrados cerca de 30 mil casos no Brasil

Júlia Bandeira/Especial para o Metrópoles

atualizado 06/01/2019 11:28

O Palácio do Planalto trocou, na quinta-feira (3/1), a iluminação que decora a sede do Executivo federal: saiu o verde e amarelo usado para a decoração em comemoração à posse do presidente Jair Bolsonaro (PSL) e entrou o roxo. A mudança ocorreu para o incentivo à campanha do Janeiro Roxo, relativa ao Dia Nacional de Combate e Prevenção da Hanseníase, a ser celebrado em 28 de janeiro.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), o Brasil é o segundo país com mais casos da doença. Fica atrás apenas da Índia. Por ano, são registrados cerca de 30 mil casos nos estados brasileiros.

Segundo a entidade, 6% dos casos acometem crianças e adolescentes. Desse grupo, 7% ficam com algum tipo de sequela relacionada à doença.

Incapacidade física
A hanseníase pode provocar graves incapacidades físicas se o diagnóstico demorar ou se o tratamento for inadequado, explica da SBD. Os primeiros sinais da doença são manchas claras, róseas ou avermelhadas no corpo, que ficam dormentes e sem sensibilidade ao calor, frio ou toque. Também podem surgir placas, caroços e inchaços.

Se nervos são afetados pela doença, o paciente pode sentir formigamento, sensação de choque, dormência e queimaduras nas mãos e pés por falta de sensibilidade, além de falta de força e problemas nos olhos.

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