Centro de Controle de Doenças dos EUA ajudará na investigação de microcefalia

Além de auxiliar na análise da epidemia, o grupo vai participar de discussões com cientistas brasileiros sobre a capacidade do zika de matar

atualizado

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Rafael Neddermeyer/Fotos Públicas
1 de 1 - Foto: Rafael Neddermeyer/Fotos Públicas

Uma equipe de pesquisadores do Centro de Controle de Doenças (CDC) dos Estados Unidos já está no Brasil para ajudar na investigação dos casos de nascimentos de bebês com microcefalia. A equipe, que veio ao País num convite do governo brasileiro, deverá ter a primeira reunião oficial ainda nesta segunda-feira (30/11).

Além de auxiliar na análise dos mecanismos que levaram à epidemia de microcefalia, o grupo vai participar de discussões com cientistas brasileiros sobre outro achado, considerado de extrema relevância: a capacidade do zika de matar. Conforme revelou o jornal O Estado de S.Paulo, exames identificaram que uma adolescente morreu em virtude de complicações provocadas pelo vírus. Moradora do município de Benevides, no Pará, a menina apresentou manchas no corpo, náuseas e dores de cabeça no fim de setembro. Ela faleceu em outubro.

A suspeita inicial era de dengue grave, mas testes deram negativo. Uma segunda análise, feita para identificar a presença do zika vírus, trouxe o resultado positivo. A morte da adolescente, a segunda confirmada, chamou a atenção de epidemiologistas.

O primeiro caso, confirmado na sexta (27), pelo Instituto Evandro Chagas, embora relevante, foi analisado com cuidado pelos especialistas em razão das condições do paciente: ele apresentava lúpus, uma doença autoimune que pode ter graves consequências quando o organismo é afetado por bactérias ou vírus, como é o caso do zika. “Era um paciente mais vulnerável”, afirmou um integrante da equipe de pesquisa. O segundo caso, no entanto, acendeu o alerta vermelho.

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