Anvisa contraindica cruzeiros por risco de Covid e setor reage

Agência relata que não é recomendável embarcar nos navios em função do aumento de casos de Covid-19

atualizado 02/01/2022 21:51

Navio Navio da MSC Cruzeiros Preziosa que está parado no porto do Rio de Janeiro em quarentena por surto de COVID 1Navio Navio da MSC Cruzeiros Preziosa que está parado no porto do Rio de Janeiro em quarentena por surto de COVIDAline Massuca/Metrópoles

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu, neste domingo (2/1), um comunicado contraindicando o embarque de passageiros em cruzeiros nos próximos dias. A recomendação decorre dos recentes aumentos vertiginosos de casos de Covid-19 nos navios.

Segundo a agência reguladora, no caso do MSC Splendida, por exemplo, mais de 3 mil passageiros foram impedidos de embarcar neste domingo, diante da existência de transmissão comunitária entre tripulantes e ocupantes do cruzeiro.

Na nota, a Anvisa reforçou “urgência da imediata interrupção da temporada de navios de cruzeiro no Brasil”. “Em que pese os esforços da agência nos últimos dias para controlar a situação sanitária das embarcações, as ações são gravemente impactadas por falhas no cumprimento dos protocolos pactuados para início da temporada”, defendeu a agência.

“Surpresa”

A manifestação da Anvisa provocou reação entre as empresas que organizam viagens em cruzeiros. Em nota, a Cruise Lines International Association (Clia) narrou ter “recebido com surpresa a recomendação da Anvisa de suspensão provisória da temporada de navios”.

A entidade defendeu que os registros de infecção correspondem a “pequena minoria dos 130 mil passageiros e tripulantes embarcados desde o início da atual temporada, em novembro”.

“Esses casos, em sua grande maioria assintomáticos ou com sintomas leves, foram identificados, isolados e desembarcados, conforme o protocolo vigente, assim como seus contatos próximos, representando pouca ou nenhuma carga para os recursos médicos de bordo ou em terra”, prosseguiu a Clia.

Ainda de acordo com a representante do setor, os protocolos sanitários adotados pelas empresas são “rigorosos”. “Foram desenvolvidos e aprovados em parceria com a Anvisa e outros órgãos governamentais”, enfatizou.

Mesmo assim, a Clia se prontificou a reforçar “o compromisso em continuar colaborando e trabalhando ao lado da Anvisa, do Ministério da Saúde e das autoridades dos estados e idades que recebem cruzeiros para promover a saúde e a segurança de todos”.

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