Salgado queria ver como ficaria projeto ecológico: “Espero estar vivo”

Fotógrafo e ambientalista, Sebastião Salgado transformou fazenda degradada em floresta e projetava plantar mais 10 milhões de árvores

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1 de 1 Imagem colorida de Sebastião Salgado e sua esposa, Lélia Wanick - Metrópoles - Foto: Philippe Petit /Divulgação

Sebastião Salgado, renomado fotógrafo brasileiro, morreu nesta sexta-feira (23/5) aos 81 anos. Além da consagrada carreira na fotografia, ele deixou um legado ambiental significativo por meio do Instituto Terra, organização que fundou com a esposa dele, Lélia Wanick Salgado, em 1998.

O Instituto Terra nasceu do desejo do casal de restaurar a antiga fazenda da família, degradada por anos de pecuária, localizada em Aimorés, Minas Gerais. Desde então, a ONG plantou mais de 3 milhões de árvores nativas da Mata Atlântica, recuperando cerca de 676 hectares de floresta e promovendo o desenvolvimento sustentável na bacia do Rio Doce.

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A área da Fazenda do Bulcão passou pelo processo de restauração ecossistêmica, adquirindo o status de Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN). Antes da restauração, o local apresentava dificuldade até para crescer pastagem. Após o reflorestamento transformou-se em mata fechada e refúgio cheio de vida silvestre.

Em uma de suas últimas entrevistas, publicada pela Forbes Brasil nessa quinta-feira (23/5), Salgado expressou entusiasmo com o projeto:

“Plantamos todo o espaço, é uma floresta magnífica. Possivelmente, nos próximos 10 anos – espero ainda estar vivo – teremos plantado pelo menos mais 10 milhões de árvores. É o maior projeto ecológico do Brasil hoje.”

O trabalho do fotógrafo foi longo e minucioso. Sebastião comandou diversas etapas, entre elas o processo de produção de mudas, que começa com a coleta de sementes. Depois, por uma seleção em laboratório e conservação em câmeras frias para preservá-las.

As mudas são cuidadas e preparadas para se desenvolverem fortes e saudáveis, dando início ao que é descrito como uma imensa fábrica de floresta.

Salgado enfrentava complicações de saúde decorrentes de uma malária contraída em 2010 durante o projeto “Gênesis”. A morte foi confirmada pelo Instituto Terra, que lamentou a perda de seu fundador e eterno inspirador.

“Com imenso pesar, comunicamos o falecimento de Sebastião Salgado, nosso fundador, mestre e eterno inspirador. Sebastião foi muito mais do que um dos maiores fotógrafos de nosso tempo. Ao lado de sua companheira de vida, Lélia Deluiz Wanick Salgado, semeou esperança onde havia devastação e fez florescer a ideia de que a restauração ambiental é também um gesto profundo de amor pela humanidade. Sua lente revelou o mundo e suas contradições; sua vida, o poder da ação transformadora”, destacou.

O legado de Sebastião Salgado transcende a fotografia, e reflete um compromisso profundo com a justiça social e ambiental. O trabalho no Instituto Terra deixa como herança, a arte de inspirar ações de restauração ecológica e desenvolvimento sustentável no Brasil e no mundo.

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