Saiba como a PM capturou o goleiro Bruno após 2 meses foragido
O goleiro Bruno foi detido em São Pedro d’ Aldeia, na Região dos Lagos (RJ). O ex-atleta do Flamengo não apresentou resistência à prisão
atualizado
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A Polícia Militar do Rio de Janeiro (PMERJ) prendeu Bruno Fernandes das Dores de Souza na noite dessa quinta-feira (7/5), após o goleiro passar dois meses foragido da Justiça. Para localizar o ex-atleta do Flamengo na Região dos Lagos (RJ), militares do Rio e de Minas Gerais trocaram informações.
De acordo com a PMERJ, para localizar o endereço onde Bruno estava, foi executado um trabalho dos setores de inteligência do 25º BPM (Cabo Frio) e da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG).
Depois da diligência interestadual, o 25º BPM enviou uma equipe de militares Rua A, s/n, Porto d’ Aldeia, em São Pedro d’ Aldeia, na Região dos Lagos. A cidade tem 104.029 habitantes e é vizinha de Cabo Frio e Arraial do Cabo.
Bruno foi encontrado em uma mata próximo a uma casa. Ele não apresentou resistência à prisão e colaborou com os militares. O goleiro foi conduzido à 125ª DP para os procedimentos cabíveis.
Depois, a PMERJ encaminhou a ocorrência à 127ª DP. Com a prisão, o goleiro Bruno perde o livramento condicional que havia sido concedido e regride ao regime semiaberto.
Foragido desde 5 de março, o suspeito teve o benefício revogado devido ao descumprimento de medidas cautelares, ao se ausentar do Rio sem autorização da Justiça.
Entenda por que Bruno volta à prisão
Segundo o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), Bruno foi considerado foragido por se ausentar do Rio sem autorização do Juízo da Execução Penal, que, na ocasião, viajou com o time do Vasco do Acre para disputar a 1ªa fase da Copa do Brasil.
A Corte acrescentou que, com o descumprimento desta medida, o goleiro Bruno perdeu o benefício de livramento condicional e vai voltar para a prisão, no regime semiaberto, com uma pena de 16 anos.
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) argumentou, ainda, que Bruno deixou de atualizar o endereço por 3 anos; não respeitou horários de recolhimento; frequentou locais proibidos — como um jogo do Flamengo, ex-clube dele, no Maracanã, em fevereiro —; e fez outras viagens sem autorização judicial.
O goleiro foi condenado a 22 anos e 3 meses de prisão por homicídio triplamente qualificado, sequestro e ocultação de cadáver da modelo Eliza Samudio, em 2013. Em 2019, ele teve progressão para o regime semiaberto e, em janeiro de 2023, conseguiu a liberdade condicional.








