RS registra 1º caso de intoxicação por metanol; consumo ocorreu em SP
Segundo o governo do RS, o paciente consumiu a bebida em São Paulo em 26 de setembro. Ele passa bem, mas segue internado
atualizado
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A Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre confirmou, nesta quarta-feira (8/10), um caso de intoxicação por metanol em um paciente atendido no Hospital São Lucas, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS).
Segundo a secretaria, o paciente consumiu a bebida alcoólica em São Paulo, em 26 de setembro, conforme informações divulgadas nas redes sociais.
O paciente, de 42 anos, relatou ter consumido duas caipirinhas de vodca em um bar na cidade de São Paulo. Apresentou sintomas como febre, dor abdominal e cefaleia, surgidos entre 12 e 24 horas após o consumo. Em seguida, desenvolveu visão turva e alterações na percepção de cores.
O paciente, porém, apresentou sintomas leves e está em bom estado clínico. Ele segue em acompanhamento pela Vigilância em Saúde da capital e em contato com o Centro de Informação Toxicológica (CIT), conforme informado pelo órgão de saúde.
A Secretaria de Saúde informou que o primeiro caso suspeito em Porto Alegre foi descartado, enquanto outro segue sob investigação, sem confirmação.
Na mesma postagem, o órgão de saúde alerta para os riscos das bebidas alcoólicas: “O metanol é um solvente industrial altamente tóxico. Pode causar intoxicação grave, mesmo se ingerido em pequenas quantidades.”
O antídoto fomepizol, usado no tratamento de intoxicações por metanol, deve chegar ao Brasil ainda nesta semana.
Casos por intoxicação
No domingo (5/10), o Ministério da Saúde informou que o número de casos de intoxicação por metanol, após ingestão de bebida alcoólica, entre investigados e confirmados, chegou a 225.
Em todo o país, são 16 casos confirmados e 209 em investigação. São Paulo é o estado que registra o maior número: 18 confirmados com a intoxicação e 176 suspeitos.
De acordo com o ministério, o Ceará notificou o primeiro caso. A Bahia e o Espírito Santo tinham suspeitas, mas os casos acabaram descartados.
