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Brasil

RS: argentinos são resgatados de situação análoga à escravidão

Empregador havia prometido às vítimas trabalho remunerado e moradia. Porém, quando chegaram ao local, se depararam com a precariedade

30/01/2025 13:18
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Divulgação / MPT-RS
Imagem colorida de camas no chão - Metrópoles

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em parceria com o Ministério Público do Trabalho no Rio Grande do Sul (MPT-RS) e da Polícia Federal (PF), fizeram o resgate, nessa terça-feira (28/1), de quatro trabalhadores argentinos em condições análogas à escravidão em São Marcos, na região serrana gaúcha.


Entenda o caso

  • Quatro trabalhadores argentinos foram resgatados em uma colheita de uva em São Marcos.
  • Um homem havia prometido às vítimas trabalho remunerado e moradia. Porém, quando chegaram ao local, se depararam com a precariedade das condições do local.
  • O resgate foi realizado nessa terça-feira (28/1) no Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, como parte de uma operação mais ampla de fiscalização da colheita da uva.

Segundo informações do MPT-RS, os trabalhadores têm entre 19 e 38 anos, são oriundos da província de Misiones e ingressaram no Brasil via Dionísio Cerqueira (SC). Eles foram trazidos ao estado para trabalharem na colheita da uva.

As vítimas detalharam, em depoimento, que foram agenciados por um argentino, que procurava trabalhadores na Argentina e os conduziam a uma arregimentadora de serviços de São Marcos.

Os trabalhadores moravam em uma casa de madeira, com dois quartos. As vítimas disseram em depoimento que a residência chegou a abrigar 11 pessoas no total. Os argentinos dormiam em colchões no chão, e não tinham armários e outros móveis para guardar os pertences. Além disso, a fiação elétrica ficava exposta.

“Um dos principais problemas era o acesso à água potável. A água que abastecia as torneiras era captada de um pequeno açude junto à casa, e toda água usada no banho e na descarga das instalações sanitárias era devolvida para o pátio, junto ao açude, formando um esgoto a céu aberto na entrada do imóvel e contaminando a água que seria usada para o consumo dos trabalhadores. A fiscalização constatou que a água apresentava cor amarelada e odor fétido. Trabalhadores relataram sofrer com alergias cutâneas e diarreia”, destacou o MPT.

Ainda em nota, o MPT informou que um produtor rural, identificado como o tomador dos serviços durante a semana, havia efetuado o pagamento da remuneração referente aos serviços prestados, o qual não foi repassado aos trabalhadores.

Veja imagens:

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Banheiro que os trabalhadores usavam
Não havia camas no alojamento e trabalhadores dormiam em colchões no piso
Água consumida pelos trabalhadores era captada de açude próximo
Resgate foi realizado em operação do MTE com acompanhamento do MPT e participação da PF
Local onde os trabalhadores dormiam
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Local onde os trabalhadores dormiam

Divulgação / MPT-RS
Banheiro que os trabalhadores usavam
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Banheiro que os trabalhadores usavam

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Não havia camas no alojamento e trabalhadores dormiam em colchões no piso
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Não havia camas no alojamento e trabalhadores dormiam em colchões no piso

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Água consumida pelos trabalhadores era captada de açude próximo
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Água consumida pelos trabalhadores era captada de açude próximo

Divulgação / MPT-RS
Resgate foi realizado em operação do MTE com acompanhamento do MPT e participação da PF
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Resgate foi realizado em operação do MTE com acompanhamento do MPT e participação da PF

Divulgação / MPT-RS

O Ministério do Trabalho e Emprego emitiu o seguro-desemprego, e assegurou aos imigrantes argentinos o pagamento de três parcelas de um salário mínimo.

A assistência social do município providenciou estadia e disponibilizou passagens para o deslocamento dos trabalhadores, que não desejaram retornar à Argentina.

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