*
 

Por medida de segurança, pelo menos oito escolas, entre públicas e particulares, localizadas na região da comunidade da Rocinha, na zona sul do Rio de Janeiro, não funcionarão nesta segunda-feira (25/9), por causa da ocupação policial e militar da favela. Cinco escolas, duas creches e um Espaço de Desenvolvimento infantil (EDI) estão fechados, deixando sem aulas cerca de 2,5 mil alunos.

Depois de um dia calmo – o primeiro em uma semana –, a comunidade voltou a registrar tiros, no fim da tarde deste domingo (24). Policiais militares da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) afirmaram que o tiroteio não deixou feridos.

Desde a sexta-feira (22), a favela é alvo de operação das Forças Armadas com a Polícia Militar. O objetivo é prender traficantes ligados a Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, e Rogério Avelino da Silva, o Rogério 157, que disputam o tráfico local. Na véspera, confrontos entre criminosos, policiais e militares ocorreram na favela e em outros pontos da cidade. Três suspeitos morreram, nove foram presos e pelo menos 18 fuzis foram apreendidos, além de granadas, munições e drogas.

Nas redes sociais, foram compartilhadas neste domingo fotos que seriam de casas invadidas ilegalmente por policiais e militares na Rocinha. São imagens de portas arrombadas e casas reviradas, acompanhadas de relatos de supostas agressões verbais e físicas contra moradores e de roubo de pertences pessoais, como celulares e pares de tênis.

O governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), disse neste domingo que desconhece informações sobre essas invasões. “Eu não tenho informação sobre isso. Estou em contato permanente com muitos moradores que conheço da Rocinha. A PM, com o Batalhão de Choque, o Batalhão de Operações Especiais, o Batalhão de Cães, fica o tempo que for necessário para continuarmos com as apreensões de drogas e fuzis e levar paz àquela comunidade. Ainda tem muita informação que chega ao setor de inteligência”, declarou.

 

 

COMENTE

tiroteiofavelarocinha
comunicar erro à redação