Rio: polícia apreende morteiro “Zé Galinha” em operação contra o CV

Segundo a polícia, uma comunidade de Duque de Caxias atua como base logística do CV, com armazém de explosivos e esconderijo de carros

atualizado

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1 de 1 Imagem colorida,Explosivo do Zé Galinha- Metrópoles - Foto: PCERJ

“Zé Galinha”: este apelido bastante popular no Brasil pode ser usado em diferentes contextos, até mesmo para “batizar” armamentos. No Rio de Janeiro, um morteiro Zé Galinha foi apreendido na Operação Torniquete, ao lado de uma réplica de fuzil e grande quantidade de drogas, em uma investida da Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ) contra o Comando Vermelho (CV), nesta sexta-feira (15/6).

A polícia realiza a ação no Parque das Missões, em Duque de Caxias, no Rio, e prendeu três bandidos até o momento.

A ação visa combater roubos de veículos e cargas, além do tráfico no local. Segundo as investigações, o Parque das Missões é usado como “base logística do CV”,  uma vez que há a circulação de faccionados armados e foragidos da Justiça na comunidade.

De acordo com a Polícia Civil, a comunidade também serve como esconderijo de carros elétricos roubados, comércio de drogas e armazenamento de “cargas ilícitas”, como explosivos, fuzis e entorpecentes.

Além dos bandidos presos, seis veículos foram recuperados, além da apreensão de drogas e um artefato explosivo.

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Apoio logístico

As apurações dos agentes identificaram que o Parque das Missões também é uma área de “apoio logístico” para bandidos que cometem crimes, como assaltos e roubos, ao descer para a Baixada Fluminense, sobretudo nos eixos da Rodovia Washington Luiz e da Linha Vermelha.

“A operação foi planejada a partir de um intenso trabalho investigativo com informações de inteligência, análises georreferenciadas, cruzamento de dados e monitoramento”, informou a PCERJ.

A PCERJ ainda informou que, no momento da prisão dos faccionados, um dos suspeitos tentou despistar o cerco policial ao colocar um uniforme do serviço público. No entanto, foi identificado por agentes.

Segundo a corporação, a polícia prosseguirá com a “Operação Torniquete” para reprimir crimes que financiam facções e suas disputas territoriais, além de garantir pagamento a familiares do CV.

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