Rio: operação na Maré fecha vias e suspende aulas em 41 escolas. Vídeo
Foram apreendidos 20 veículos, diversas armas e munição. Polícia Civil confirmou prisão de 12 pessoas e um suspeito morto
atualizado
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O tiroteio durante operação da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ) no Complexo da Maré, na zona norte do Rio, provocou o fechamento de vias expressas e suspendeu as aulas em ao menos 41 escolas na manhã desta terça-feira (5/5).
A ação integra mais uma fase da Operação Torniquete, contra o tráfico de drogas e roubos de veículos e cargas. Um macaco prego, que estava preso em uma gaiola, foi encontrado e resgatado.
Até a última atualização desta reportagem, a corporação confirmou que 12 pessoas foram presos e um suspeito foi morto. Além disso, 20 veículos, diversas armas e munição foram apreendidas pelos policiais.
Operação na Maré
- Agentes da Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis da Capital (DRFC) realizam, nesta terça-feira, mais uma etapa da Operação Torniquete.
- Policiais saíram de madrugada para cumprir mandados de busca e apreensão na Nova Holanda, no Complexo da Maré, e também em endereços localizados em Bonsucesso, na zona norte do Rio.
- A ação conta com apoio de equipes do Departamento-Geral da Polícia Especializada e da Coordenadora de Recursos Especiais (DPGE).
Fechamento de vias e represália de criminosos
Por volta das 11h40, em retaliação à polícia, os criminosos lançaram objetos na Linha Vermelha. As faixas foram fechadas pela polícia por 20 minutos antes. O tráfego foi liberado ao meio-dia.
Um segundo grupo tentou bloquear a Avenida Brasil às 12h30. Novamente, a PM interrompeu o tráfego para limpar a rua.
Em razão da insegurança na área, 41 escolas municipais interromperam as aulas no período da manhã.
Uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) interrompeu completamente o atendimento, enquanto outras duas postergaram a abertura em razão do clima de insegurança.
As investigações indicam que os criminosos adquirem e comercializam armas, munição e acessórios por meio de empresas de fachada e plataformas digitais clandestinas.
Os agentes também indicam que o grupo empregava documentos falsificados, empresas de fachadas e plataformas online para facilitar as operações.
De acordo com a corporação, nesta etapa, o objetivo é cumprir os mandados de busca e apreensão, coletando documentos, dispositivos eletrônicos e mídias digitais que possam ajudar a avançar as investigações e identificar novos participantes.






