Rio: líder de esquema que deu golpe de R$ 37 milhões em mulher é preso
Estelionatário foi preso no Aeroporto Santos Dumont, no Rio. Segundo a Polícia Civil, mais de 140 pessoas podem ter sido vítimas do golpe

Um homem apontado como líder do esquema de estelionato milionário em que uma gaúcha de 70 anos perdeu R$ 37 milhões foi preso nesta sexta-feira (14/8), no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro (RJ).
A prisão foi realizada em conjunto pela Polícia Civil e Polícia Federal. Mais de 140 pessoas pelo Brasil são possíveis vítimas do golpe, segundo a Polícia Civil do Rio Grande do Sul, que deu início às investigações.
O preso é um homem de 41 anos, natural de Presidente Prudente (SP) e residia em Balenário Camboriú. Ele é dono de uma das instituições financeiras investigadas, e teria recebido R$ 77 milhões em uma conta bancária vinculada ao seu nome logo após o golpe sofrido pela principal vítima. Ele partiria de um voo do Rio para uma cidade de São Paulo.
O preso foi encaminhado ao sistema prisional do Rio e responderá pelos crimes de estelionato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA operação “Criptoabate”, contra o esquema criminoso, foi deflagrada nessa quinta-feira (13/8), mirando alvos no Rio Grande do Sul e em São Paulo.

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A investigação teve início após uma mulher aposentada de 70 anos denunciar à polícia que perdeu R$ 37 milhões no golpe, conhecido internacionalmente como “pig butchering” (“golpe do abate de porcos”).
Ela perdeu o montante investindo na falsa plataforma de investimentos TDASX ao longo de meses. Segundo o delegado Eibert Moreira, da PCRS, a vítima foi inserida em um grupo de aplicativo de mensagens com falsos profissionais que conversavam sobre investimento para dar credibilidade ao golpe.
As investigações apontaram que uma única das instituições financeiras movimentou dia R$ 295 milhões em conversão de fiat (moeda corrente) para criptomoeda. Outra empresa, sediada no estado de São Paulo, registrou movimentação atípica de R$ 500 milhões no período investigado.
Foram expedidos 10 mandados de prisão preventiva e 16 de busca e apreensão em Gravataí, na Região Metropolitana de Porto Alegre, e nas cidades de São Paulo e Santos, em SP.
Estão entre os alvos de prisão três donos de empresas que trabalham com conversão de moeda em criptoativos, pelas quais o dinheiro teria sido movimentado.
Também foi decretada a prisão de uma gerente de banco, suspeita de facilitar a abertura de contas que eram operadas pelo grupo criminoso. Segundo a Polícia Civil, 24 das 25 primeiras empresas que receberam dinheiro da mulher que perdeu R$ 37 milhões possuíam contas na mesma instituição financeira.













