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Eleições 2026Brasil

Reunião do PT-SP tem defesa de Haddad candidato e pressão para decisão

Executiva do partido defendeu a manutenção de Alckmin na chapa de Lula à reeleição e discutiu federação partidária entre PT e PSol

24/02/2026 16:54
BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, concede entrevista ao Acorda Metrópoles, na manhã desta quinta-feira (29/1).

A Executiva Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) realizou, nesta segunda-feira (23/2), uma reunião na sede do diretório estadual da legenda em São Paulo para debater a estratégia eleitoral de 2026. No encontro, lideranças, candidatos, deputados, vereadores e dirigentes convergiram na defesa do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, como candidato ao governo paulista.

Também houve pressão para que Haddad defina seu futuro político até o próximo mês, permitindo ao partido organizar a estratégia e a chapa que poderá acompanhá-lo na disputa. O ministro tem sido instado por correligionários e pelo próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a entrar na corrida.

Há críticas internas sobre a postura do chefe da equipe econômica. Interlocutores afirmam que, no passado, nomes indicados como candidatos se sentiam “honrados” pela escolha partidária, enquanto agora o partido precisa convencer aquele que é visto como o nome mais forte para a eleição.

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Segundo relator, na reunião, o presidente do partido, Edinho Silva, afirmou que as articulações para o Senado em São Paulo avançam com os nomes das ministras Simone Tebet (MDB), do Planejamento, e Marina Silva (Rede), do Meio Ambiente, como possíveis candidatas. A definição, porém, dependerá primeiro da decisão de Haddad e, em seguida, das negociações com partidos aliados. No momento, apenas o nome do ministro da Fazenda reúne consenso.

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Petistas defendem ainda que o ministro do Empreendedorismo, Márcio França (PSB), seja ouvido pela sigla. Ele é pré-candidato ao Palácio dos Bandeirantes.

Chapa com Alckmin

Os participantes também convergiram pela manutenção do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços Geraldo Alckmin (PSB) na chapa de reeleição de Lula. Segundo relatos, mudanças na composição poderiam representar um erro estratégico com impacto no resultado eleitoral.

A preferência por Alckmin ocorre em meio a consultas do presidente sobre a possibilidade de o MDB indicar um nome para a vice-presidência. Lula avalia que o atual ocupante do posto possui forte apelo eleitoral em São Paulo, o que poderia impulsionar sua candidatura no maior colégio eleitoral do país caso disputasse o Senado ou o governo estadual.

Alckmin, contudo, já sinalizou que não pretende concorrer a outros cargos e afirmou que, se não permanecer como vice, não disputará qualquer posição.

Federação com PSol

Outro tema discutido foi a possibilidade de federação partidária entre PT e PSol

A avaliação interna dividiu opiniões: parte considera a medida um passo relevante, enquanto a maioria aponta divergências internas que dificultariam a união. No momento, a percepção no PT é de que o PSol, majoritariamente, não demonstra interesse na formação do agrupamento de partidos.

Atualmente, o PSOL integra federação com a Rede Sustentabilidade (Rede), enquanto o PT está federado com o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e o Partido Verde (PV).