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Renan Santos, do MBL, diz que ação do MP se baseia em “fake news de minions”

Um dos líderes do MBL, ele diz que o promotor responsável pela ação quer “aparecer” e que, do ponto de vista jurídico, o valor é “bosta”

atualizado

NILTON FUKUDA/AE

Um dos líderes do Movimento Brasil Livre (MBL), Renan dos Santos afirmou que a ação do Ministério Público de São Paulo (MPSP), que levou empresários supostamente ligados ao grupo para a cadeia, foi totalmente baseada em “fake news” espalhadas nas redes sociais por “minions”, forma como ele se refere aos apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que vive às turras com o grupo.

Para o dirigente do MBL, o promotor responsável pelo processo, Marcelo Mendroni, do Grupo Especial de Delitos Econômicos – braço do Ministério Público de São Paulo – está buscando “se aparecer” com a ação.

“Marcelo Mendroni, que gosta de aparecer, fez isso [ação] para se aparecer. É um caso clássico de abuso de autoridade. Do ponto de vista jurídico, isso é bosta”, disse ele, que mencionou uma suposta simpatia do investigador pelo bolsonarismo.

No passado, Mendroni ficou responsável pelas ações que levaram à denúncias contra o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT), derrotado no segundo turno das eleições presidenciais de 2018, por corrupção e lavagem de dinheiro como suposto beneficiário de R$ 2,6 milhões da UTC Engenharia. O Tribunal de Justiça do estado barrou a ação.

Família 

Renan Santos também desqualificou a relação entre as dívidas contraídas pelo seu pai, que foi dono de uma metalúrgica que faliu, com o grupo. “Nunca recebemos dinheiro de família. Como uma família quebrada faria lavagem de dinheiro?”, questionou.

O empresário Alessander Mônaco Ferreira foi preso nesta sexta-feira (10/7) acusado de participar de uma suposta ação de lavagem de dinheiro via doações pela internet ao grupo. Renan, que nega a participação dele no grupo, afirma que todas as doações foram feitas via plataformas do Google, que retém 30% do valor.

Foto de 2015, em São Paulo. Renan Santos (e), Kim Kataguiri (c) e Alexandre Santos (d), quando foram candidatos à eleição do Movimento Brasil Livre (MBL)

“Os minions faziam barulho de que teríamos lavagem de dinheiro no grupo. Daí vão e prendem um cara que, ao longo do tempo, doou R$ 5 mil, R$ 6 mil. Maior parte disso, uns 30%, fica para o Google e o cara é arrolado como instrumento de lavagem de dinheiro? Não tem sentido”, disse. “E que tem uma doação dessas a ver com a minha família?”, prosseguiu.

Renan negou que haja elos de proximidade entre Mônaco e os seus pais. “Acho que [os empresários] foram colocados na história de gaiato. É ataque contra a minha família. Aí, como tem as teorias conspiratórias dos minions, Mônaco vira o doador”, concluiu.






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