MBL diz que operação policial contra grupo é “um devaneio tolo”

Movimento nega que os dois empresários presos durante a operação do Ministério Público de SP façam parte do grupo

atualizado 10/07/2020 10:19

O Movimento Brasil Livre (MBL) se posicionou, em nota publicada nesta sexta-feira (10/7), sobre a operação do Ministério Público de São Paulo (MPSP) contra dois supostos integrantes do grupo. No texto, eles qualificam a ação dos investigadores como “um devaneio tolo”.

Dois empresários supostamente ligados ao grupo foram alvo de mandados de prisão na manhã desta sexta-feira (10/7), acusados de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio. O MBL nega, no entanto, que os dois fazem parte do grupo.

O grupo alegou que não há confusão empresarial – ao contrário do apontado pelo Ministério Público – entre o Movimento Brasil Livre e o Movimento Renovação Liberal, “haja vista que o MBL não é uma empresa, mas uma marca”.

Além disso, nega ter ocultado doações na plataforma Google Pagamentos, conhecido como “superchats”. “Sob o aspecto lógico, seria impossível realizar qualquer espécie de ocultação e simulação fiscal por uma plataforma pública e com quantias pífias”.

Por fim, o grupo afirma que as atividades empresariais de familiares fundadores do MBL são anteriores ao próprio movimento.

De acordo com os procuradores, a família Renan dos Santos, um dos líderes do movimento, adquiriu duas dezenas de empresas que hoje se encontram todas inoperantes. Eles devem hoje cerca de R$ 400 milhões ao Fisco.

“As assertivas apontadas quanto ao MBL são completamente distantes da realidade, tratando-se de um devaneio tolo, totalmente despido de sustentação fática e legal com a única finalidade de macular a honra de um movimento pautado nos pilares da ética, da moral e da liberdade”, informou o MBL.

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