Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube

Apuração pelo Brasil

Eleições 2026Brasil

Reeleita em Pernambuco, Raquel Lyra adota neutralidade entre Flávio e Lula

Governadora descartou a formação de palanque formal para os candidatos e diz que coloca "Pernambuco em primeiro lugar"

Reprodução
Reeleita em Pernambuco, Raquel Lyra adota neutralidade entre Flávio e Lula

Reeleita para o governo de Pernambuco no primeiro turno das Eleições 2026, a governadora Raquel Lyra (PSD) confirmou nesta quinta-feira (8/10) que manterá uma posição de neutralidade na disputa presidencial do segundo turno entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A gestora estadual descartou a formação de palanque formal para os candidatos na região e enfatizou que seu foco principal será a governabilidade e as demandas da população pernambucana.

O Metrópoles adiantou, na coluna do Igor Gadelha, que aliados de Lula entraram em campo para tentar convencer Raquel a declarar apoio ao petista. Porém, apesar de reconhecer publicamente a parceria mantida com o governo federal ao longo de seu primeiro mandato e declarar gratidão ao presidente Lula pelo diálogo institucional, Raquel evitou orientar o voto de seus eleitores.

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

“Quero aqui expressar a minha gratidão ao presidente Lula, que nos ajudou, sim, a trazer recursos para Pernambuco. Fizemos parcerias importantes em nosso estado. É importante ressaltar isso. Mas eu continuo mantendo a minha coerência de colocar Pernambuco em primeiro lugar”, esquivou-se a governadora ao ser questionada por jornalistas, logo após o resultado do primeiro turno.

“Unir Pernambuco”

Segundo a governadora, a prioridade absoluta de sua gestão é “unir Pernambuco” e dar continuidade aos projetos de infraestrutura e desenvolvimento social, independentemente de quem saia vitorioso da corrida ao Palácio do Planalto.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

Nos bastidores políticos, a decisão da chefe do Executivo pernambucano é interpretada como um movimento estratégico para preservar a autonomia administrativa do estado e manter pontes abertas com qualquer uma das forças políticas em disputa.

No primeiro turno, o cenário em Pernambuco foi amplamente favorável ao petista, mas a neutralidade de Raquel seria para blindar o governo estadual de polarizações nacionais durante a nova fase da campanha eleitoral.