“Radical”: relembre o que Cid disse sobre Eduardo Bolsonaro para o STF

Em delação, tenente-coronel Mauro Cid disse que Eduardo fazia parte da “ala mais radical” em torno do ex-presidente Jair Bolsonaro

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Deputado Eduardo Bolsonaro PL-SP é entrevistado no estúdio Metrópoles
1 de 1 Deputado Eduardo Bolsonaro PL-SP é entrevistado no estúdio Metrópoles - Foto: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

O tenente-coronel Mauro César Barbosa Cid é um dos principais nomes da ação penal do Supremo Tribunal Federal (STF), sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes, que analisa suposta trama golpista. Em sua delação premiada, homologada em setembro de 2023, o militar apontou que o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) fazia parte da “ala mais radical” próxima ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Agora, após intervenção indicada pelo próprio parlamentar, o julgamento do pai passou a ser usado como pretexto para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, taxar em 50% os produtos brasileiros. O líder norte-americano vem defendendo o fim imediato do julgamento do STF contra Jair Bolsonaro e classifica a ação como uma “caça às bruxas”.

Na delação, Mauro Cid afirmou que o deputado federal Eduardo Bolsonaro fazia parte de um grupo que “atuava de forma ostensiva, tentando convencer os demais integrantes das forças a executarem um golpe de Estado”. O tenente-coronel relatou que o parlamentar, junto de outras pessoas, tinha a intenção de que o ex-presidente tomasse uma atitude mais contundente sobre o suposto plano golpista, desencadeado em 2022, após as eleições presidenciais.

A delação premiada do militar apontou, ainda, que a “ala radical”, formada pelo deputado federal e outras pessoas próximas ao ex-presidente, indicava que Jair Bolsonaro tinha o apoio do povo e de CACs – conjunto formado por colecionadores de armas, atiradores desportivos e caçadores – para dar o golpe. Mauro Cid reforçou, também, ao STF que “Eduardo Bolsonaro tinha mais contato com os CACs”.

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Mauro Cid presta depoimento no STF
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Entenda o que Cid falou de Eduardo em delação

  • Mauro Cid afirmou que Eduardo Bolsonaro integrava a “ala mais radical” de um grupo que “atuava de forma ostensiva, tentando convencer os demais integrantes das forças a executarem um golpe de Estado”.
  • De acordo com a delação premiada de Cid, o grupo teria a intenção de exigir uma atuação mais contundente do então presidente Jair Bolsonaro sobre o suposto plano golpista.
  • Cid indicou que a “ala radical”, da qual Eduardo Bolsonaro fazia parte, reforçava que o ex-presidente tinha o apoio do povo e dos CACs (Caçadores, Atiradores e Colecionadores) para concretizar o golpe.
  • Especificamente, Mauro Cid reforçou que “Eduardo Bolsonaro tinha mais contato com os CACs”, sugerindo o papel do parlamentar na conexão com esse segmento da população.

Críticas de Eduardo Bolsonaro

Nos Estados Unidos desde março, Eduardo Bolsonaro prontamente comemorou o ato de Donald Trump, ao taxar o Brasil: “Nos últimos meses, temos mantido intenso diálogo com autoridades do governo do presidente Trump, sempre com o objetivo de apresentar, com precisão e documentos, a realidade que o Brasil vive hoje”.

A situação, porém, se tornou um problema para Jair Bolsonaro, já que ele foi alvo de medidas restritivas, como o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de contato com Eduardo. A operação da Polícia Federal (PF), na sexta-feira (18/7), foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF.

Desde então, Eduardo Bolsonaro vem fazendo críticas a diversos políticos e autoridades no país. Nessa quinta, ele rompeu a trégua com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e voltou a alfinetá-lo nas redes. O motivo: a aliança do governador com o MBL, grupo crítico ao clã Bolsonaro e liderado pelo deputado federal Kim Kataguiri (União-SP).

Em suas redes, Eduardo questionou: “Por que o Tarcísio mantém como vice-líder uma pessoa do MBL, um grupo que defende a minha prisão, a prisão de meu pai, a prisão de jornalistas exilados, gente que ficou anos sem ver os filhos, como o Allan dos Santos?”.

Embates sucessivos

Na quarta, o parlamentar respondeu ao ex-presidente Michel Temer, após ele criticar as últimas atitudes do governo dos EUA em relação ao Brasil e pedir diálogo como uma forma de solucionar o impasse comercial. Eduardo reagiu e disse que o primeiro passo para haver diálogo com os EUA é uma “anistia ampla”.

Temer publicou um vídeo na rede social X, condenando os EUA e a taxação de produtos brasileiros e o ataque à soberania nacional, após o cancelamento de vistos de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Para o ex-presidente, as medidas são “injustificáveis e inadmissíveis” e não devem ser tratadas com “bravatas ou agressões”.

Eduardo, enquanto isso, segue respondendo a qualquer iniciativa de diálogo ou negociação por parte do Brasil com o governo norte-americano, alegando que as únicas saídas são o impeachment de Moraes, o cancelamento do julgamento no STF e a concessão da anistia aos presos do 8 de Janeiro.

O deputado criticou, inclusive, a comitiva do Senado, composta por oito senadores, que vai a Washington na próxima semana para tentar contato com empresários, representantes da equipe econômica e do Congresso dos EUA.

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