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Brasil

Quem são os feridos em tiroteio de megaoperação da Polícia Civil no RJ

Operação aconteceu no Complexo de Israel e houve intenso tiroteio. Avenidas Brasil e Linha Vermelha foram fechadas por segurança

10/06/2025 11:21, atualizado 10/06/2025 13:34
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Reprodução
imagem colorida homem baleado em onibus tiroteio

A megaoperação da Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ) em comunidade do Complexo de Israel deixou duas pessoas feridas na manhã desta terça-feira (10/6). A Avenida Brasil e a Linha Vermelha foram fechadas, na altura de Vigário Geral, por questões de segurança, o que provocou pânico para motoristas e passageiros que passavam pelo local do tiroteio.

Mesmo com a interrupção do tráfego, pelo menos quatro pessoas, que estavam em locais diferentes, foram baleadas. Saiba quem são:

  • Manoel Américo da Silva, de 60 anos, estava em um coletivo da linha Central-Cabuçu quando, na Avenida Brasil, uma bala acertou seu ombro. Ele foi operado e teve alta.
  • Marcelo Silva Marques, 54 anos, motorista da Evanil, foi baleado na Linha Vermelha. Com ferimento no braço, seu quadro é estável.
  • João André dos Santos, 63 anos, passageiro da linha 603, foi atingido no Parque Lafaiete, em Duque de Caxias.
  • Jerry Henrique, de 47 anos, baleado no calcanhar esquerdo. Ele passava pelo Centro de Duque de Caxias no momento do tiroteio e foi atingido quando parou para prestar socorro a uma senhora.

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No momento, a Avenida Brasil e a Linha Vermelha estão liberadas ao tráfego nos dois sentidos. Mas é preciso ter atenção, uma vez que a polícia pode realizar novos bloqueios.

Operação contra o TCP

Segundo a polícia, a ação desta terça é resultado de 7 meses de investigações, que culminaram na identificação de 44 traficantes sem mandados anteriores, permitindo à Civil solicitar ordens judiciais com base em novas provas. Esse bando é chefiado por Álvaro Malaquias Santa Rosa, o “Peixão”, um dos traficantes mais procurados do Rio.

De acordo com a polícia, o TCP impõe seu domínio com o uso de barricadas, drones para monitoramento das forças de segurança, toque de recolher e monopólio de serviços públicos, além de promover intolerância religiosa.

A polícia descobriu um grupo que organizava “protestos” com a queima de ônibus para obstruir o trabalho policial. Outro núcleo se especializou no abate de aeronaves policiais, composto por criminosos com armamento pesado e treinamento específico.