“Quem mandou matar Marielle?”: mãe diz que deixa STF com resposta. Veja vídeo
Mãe de Marielle Franco diz que pergunta que marcou investigação sobre o assassinato da filha foi respondida após julgamento desta semana
atualizado
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A mãe de Marielle Franco, Marinete da Silva, afirmou que deixou o Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira (25/2) com a pergunta “Quem mandou matar Marielle?” respondida. O questionamento marcou as investigações sobre o assassinato da vereadora e foi adotado como bordão político.
“É um alívio [o resultado do julgamento de hoje] porque a pergunta que ecoava no mudo era ‘quem mandou matar Marielle?’. A gente teve uma justiça digna e saímos daqui de cabeça erguida”, afirmou Marinete.
A Primeira Turma do STF concluiu o julgamento dos acusados de mandarem matar a vereadora carioca nesta quarta. Por unanimidade, o colegiado votou pela condenação dos irmãos Brazão como mandantes dos assassinatos de Marielle e o motorista dela, Anderson Gomes.
Assassinato de Marielle
Marielle Franco e seu motorista foram mortos em março de 2018, eles foram alvejados quando saiam uma reunião na capital do Rio de Janeiro. Desde então, foi dado início a uma investigação para entender as motivações e a autoria do crime.
Após denúncias, a Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCRJ) chegou aos nomes de Ronnie Lessa como autor dos disparos e Élcio de Queiroz, como motorista do carro que levava no Ronie.
Nesta quarta, o STF condenou a 76 anos e três meses de prisão os irmãos Domingos Brazão e Chiquinho Brazão como mandantes dos assassinatos de Marielle e Anderson Gomes.
O ex-chefe da Polícia Civil do Rio Rivaldo Barbosa, que também era acusado do crime, foi absolvido da acusação de mandante, mas foi condenado por obstrução de Justiça e corrupção passiva majorada. De acordo com o STF, Barbosa utilizou seu posto para atrapalhar as investigações.
Veja como os ministros condenaram cada um dos acusados de envolvimento no caso Marielle
- Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro — condenado por organização criminosa armada, duplo homicídio qualificado e tentativa de homicídio qualificado.
- Francisco Brazão (Chiquinho), ex-deputado federal — condenado por organização criminosa armada, duplo homicídio qualificado e tentativa de homicídio qualificado.
- Ronald Paulo de Alves Pereira, ex-major da Polícia Militar — condenado por duplo homicídio qualificado e tentativa de homicídio qualificado.
- Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro — absolvido dos homicídios, mas condenado por obstrução de Justiça e corrupção passiva majorada.
- Robson Calixto Fonseca, o Peixe, ex-assessor de Domingos Brazão — organização criminosa armada.

















