Quem é o corregedor que vai analisar punições a deputados por motim

Deputado Diego Coronel tem 48 horas para se manifestar sobre pedidos de suspensão e cassação de 14 parlamentares

atualizado

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Cláudio Araújo
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1 de 1 diegocoronel - Foto: Cláudio Araújo

O deputado federal Diego Coronel (PSD-BA) será o responsável por analisar as representações de afastamento contra 14 deputados que participaram, na última semana, da obstrução dos trabalhos na Casa.

Coronel é corregedor da Casa e deve se manifestar sobre os pedidos de suspensão e cassação dos parlamentares em até 48 horas, a partir da manhã desta segunda-feira (11/8).

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Mesa Diretora da Câmara dos Deputados com movimentação de parlamentares
Oposição ocupou Mesa Diretora para impedir trabalhos da Câmara
Deputados na Mesa Diretora da Câmara
Confusão na Mesa Diretora da Câmara
Presidente da Câmara, Hugo Motta, presidente da Câmara, retoma Mesa Diretora, após obstrução da oposição
Deputados da oposição ocupam a Mesa do plenário da Câmara
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Deputados da oposição ocupam a Mesa do plenário da Câmara

Hugo Barreto/Metrópoles @hugobarretophoto
Mesa Diretora da Câmara dos Deputados com movimentação de parlamentares
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Mesa Diretora da Câmara dos Deputados com movimentação de parlamentares

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Oposição ocupou Mesa Diretora para impedir trabalhos da Câmara
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Oposição ocupou Mesa Diretora para impedir trabalhos da Câmara

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Deputados na Mesa Diretora da Câmara
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Deputados na Mesa Diretora da Câmara

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Confusão na Mesa Diretora da Câmara
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Confusão na Mesa Diretora da Câmara

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Presidente da Câmara, Hugo Motta, presidente da Câmara, retoma Mesa Diretora, após obstrução da oposição
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Presidente da Câmara, Hugo Motta, presidente da Câmara, retoma Mesa Diretora, após obstrução da oposição

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

O parlamentar foi eleito em 2022 para exercer o primeiro mandato na Câmara.

Diego é filho do senador Angelo Coronel (PSD-BA) e foi deputado estadual e prefeito da cidade de Coração de Maria, no interior da Bahia.

Em 2024, ocupou a vice-presidência da Comissão de Turismo da Câmara. Atualmente, integra as bancadas ruralista e da segurança pública.

O deputado é gestor da Corregedoria desde 9 de abril de 2025. O órgão é responsável por analisar os processos disciplinares motivados por representações contra deputados federais por quebra de decoro parlamentar. Além disso, lida com processos que podem levar à cassação de mandato, seja por perda, seja por suspensão dos direitos políticos, seja por decisão da Justiça Eleitoral, conforme previsto na Constituição Federal.

A Corregedoria Parlamentar é composta pelo corregedor e três corregedores substitutos, todos designados para mandatos de dois anos pelo presidente da Câmara dos Deputados.

Na sexta-feira (8/8), a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados encaminhou ao órgão as representações de afastamento contra os deputados por até seis meses.

A decisão foi tomada pela Mesa, sob o comando do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), após os congressistas se recusarem a deixar a cadeira de Motta e a Mesa Diretora durante a retomada das sessões na Casa, na última quarta-feira (6/8).

Veja quem são os parlamentares alvos das representações:

  • Sóstenes Cavalcante (PL-RJ);
  • Nikolas Ferreira (PL-MG);
  • Julia Zanatta (PL-SC);
  • Luciano Zucco (PL-SC);
  • Allan Garcês (PP-MA);
  • Caroline de Toni (PL-SC);
  • Marco Feliciano (PL-SP);
  • Domingos Sávio (PL-MG);
  • Marcel Van Hattem (Novo-RS);
  • Zé Trovão (PL-SC);
  • Bia Kicis (PL-DF);
  • Carlos Jordy (PL-RJ);
  • Marcos Pollon (PL-MS);
  • Paulo Bilynskyj (PL-SP).

Eles queriam que três medidas entrassem em votação de forma imediata: o projeto para anistiar envolvidos no 8 de Janeiro, a Proposta de Emenda à Constituição do fim do foro privilegiado e também o impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

Dois dias depois, na quarta-feira (5/8), Motta decidiu convocar sessão e ameaçou punir com suspensão de seis meses qualquer deputado que insistisse na paralisação.

Entenda o trâmite para que as punições possam ser aplicadas

A partir do recebimento das representações, que ocorreu nesta segunda, Diego Coronel tem 48 horas para analisar o caso e enviar um parecer à Mesa Diretora. Ele é o responsável por analisar os fatos e indicar punições, que podem ser de suspensão de mandato por até seis meses.

O comando da Casa, então, decidirá se sugere ou não o afastamento ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara. Precisa haver maioria absoluta da Mesa Diretora para qualquer que seja a decisão.

O Conselho de Ética definirá a punição caso a caso. O afastamento só ocorre depois do parecer do conselho, presidido pelo deputado Fabio Schiochet (União Brasil-SC), seguido por Delegado Marcelo Freitas (União Brasil-MG) e Albuquerque (Republicanos-RR).

Ainda cabe recurso ao plenário, onde a última palavra é dada.

Caso a Corregedoria Parlamentar entenda que não houve transgressão, as representações são arquivadas.

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