Queimadas no Brasil sobem 82% de janeiro a agosto de 2019 em relação a 2018

Dados do Programa Queimadas do Inpe revelam também que o DF teve alta de 45% no período. No país, alta foi puxada pelo Mato Grosso do Sul

JOSÉ CRUZ/AGÊNCIA BRASILJOSÉ CRUZ/AGÊNCIA BRASIL

atualizado 19/08/2019 23:28

No período de janeiro a agosto de 2019, as queimadas no Brasil saltaram 82% em relação ao mesmo período do ano passado – de 1º de janeiro deste ano até sábado (18/08/2019), o país registrou 71.497 focos de incêndio, contra 39.194 em 2018. Os dados são do sistema Programa Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), baseados em imagens de satélite.

É a maior alta e o maior número de focos registrados em 7 anos no país.

O Distrito Federal teve alta registrada de 45% nos focos no período – passou de 37 a 54.

Reprodução/Inpe

O aumento das queimadas foi puxado por explosão de focos em cinco estados do país: Mato Grosso do Sul (+ 260% em relação a 2018); Rondônia (+ 198%); Pará (+ 188%); Acre (+ 176%); e Rio de Janeiro (+ 173%).

Reprodução/Inpe

Alberto Setzer, pesquisador do Programa Queimadas do Inpe, afirma que, apesar da alta no número de incêndios, o caminho da fumaça da região Norte até chegar ao Sudeste, por exemplo, como ocorreu na tarde desta segunda-feira, quando o “dia virou noite” às 15h em São Paulo, não é um fenômeno raro.

“Elas [queimadas] são todas de origem humana, umas propositais e outras acidentais, mas sempre pela ação humana. Para você ter queimada natural, você precisa da existência de raios. Só que toda essa região do Brasil central, sul da Amazônia, está em uma seca muito prolongada, tem lugares com quase três meses sem uma gota d’água”, disse Setzer.

Reprodução/Inpe

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