PT não tem consenso em torno do favorito de Lula para suceder Gleisi

Eleição para escolha do novo presidente do PT está prevista para 6 de julho, candidatos têm até 19 de maio para apresentarem a chapas

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Foto colorida de Lula e Edinho Silva, políticos do PT - Metrópoles
1 de 1 Foto colorida de Lula e Edinho Silva, políticos do PT - Metrópoles - Foto: Reprodução

Edinho Silva, ex-prefeito de Araraquara (SP), é apontado como o favorito do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para assumir a presidência do Partido dos Trabalhadores (PT) neste ano. No entanto, o nome do político não é unanimidade dentro da base petista, diante de declarações recentes a respeito sobre a polarização política.

O Processo de Eleição Direta (PED) do PT está marcado para 6 de julho, quando os integrantes do partido irão escolher o nome que irá substituir a presidente nacional Gleisi Hoffmann, hoje cotada para ocupar a Secretaria-Geral da Presidência da República.

A eleição deste ano da sigla retoma o PED, escolha direta para o presidente da legenda. O modelo deixou de ser utilizado desde 2013

A Construindo um Novo Brasil (CNB), corrente majoritária do PT, tem como responsabilidade equilibrar o papel da sigla e ao mesmo tempo trabalhar pelos interesses da legenda. Com isso, o grande questionamento em torno da eleição está em quem ficará responsável por tomar as decisões sobre o futuro do partido.

Substituição de Gleisi

A presidente nacional do PT, a deputada Gleisi Hoffmann, deixará o comando da legenda neste ano e teria recebido o conselho de Lula para que construa o próprio candidato, apesar do favoritismo em torno de Edinho.

O Metrópoles conversou com membros do partido que elencaram algumas divergências de ideias com o ex-prefeito de Araraquara que, segundo eles, são os principais desafios dele para assumir o posto de Gleisi.

Edinho teria se colocado como um candidato oposicionista da atual presidente, que tem o afago dos coordenadores da CNB, o que dificulta a tomada de decisões em uma possível gestão dele.

Outro ponto colocado é de que Edinho não é conhecido nacionalmente, o que teria entraves para dialogar com os militantes de outros estados. Ex-prefeito de um município de São Paulo, Edinho teria problemas em conversar, como cita um dos interlocutores, com petistas do Norte, por exemplo.

Mas o que tem sido unanimidade entre os petistas, do ponto de vista negativo, é a ideia posta por Edinho para o PT sair da polarização política. Para os membros da legenda, o Brasil vive um momento em que o PL, de Jair Bolsonaro, tem tramado crimes para assassinar o presidente Lula, enquanto o partido tentaria uma posição mais branda.

Uma das questões levantadas e que teria prejudicado a imagem de Edinho é a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Jair Bolsonaro e outras 33 pessoas por tentativa de golpe de Estado e organização criminosa.

Para os petistas, a denúncia demonstra a necessidade de reação do PT.

Outros nomes do PT também buscam a cadeira de Gleisi Hoffmann, como o deputado federal Reginaldo Lopes (MG), o líder do governo na Câmara dos Deputados, Zé Guimarães (CE), e o senador Humberto Costa (PE), 2° Vice-presidente do Senado Federal.

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