PT completa 45 anos buscando modernização e carente de novos líderes

Criado em 10 de fevereiro de 1980, o PT completa 45 anos com desafios de recuperar as bases e preparar o sucessor de Lula

atualizado

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Bandeira do PT iluminada pelo sol -- Metrópoles
1 de 1 Bandeira do PT iluminada pelo sol -- Metrópoles - Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

O Partido dos Trabalhadores (PT) completa 45 anos nesta segunda-feira (10/2) com os desafios de fortalecer sua base de apoiadores e renovar lideranças com competitividade para disputar eleições.

A sigla foi oficializada como partido político em 10 de fevereiro de 1980, com o apoio de intelectuais, artistas, religiosos e trabalhadores da indústria e do campo. Hoje, a legenda conta com 1,6 milhão de filiados, ficando atrás apenas do MDB, e se tornou o partido que mais venceu eleições presidenciais — três delas com seu maior líder, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Nos últimos anos, porém, o PT viu seus principais quadros envolvidos em escândalos de corrupção, como o Mensalão e a Lava-Jato, que mergulharam a sigla em uma crise de popularidade. Mesmo reeleito para governar o país pela terceira vez, Lula se vê longe dos índices de aprovação que coroaram seus primeiros mandatos.

Além disso, com as mudanças no mundo do trabalho, a legenda enfrenta dificuldades para se conectar com o grupo que motivou sua criação: os trabalhadores.

Atualmente, a sigla é presidida pela deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR), que está no cargo desde 2017. Foi sob o comando dela que o partido enfrentou momentos-chave, como a prisão de Lula, em 2018, e o retorno dele à Presidência da República, em 2023.

O favorito na disputa para substituir Hoffmann na presidência da sigla é o prefeito de Araraquara, Edinho Silva. O processo eleitoral que decidirá a nova gestão ocorre em julho deste ano.

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Janja e Lula
Lula e militares durante a posse do petista para o terceiro mandato
Fernando Haddad
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Apoiador na posse de Lula em 2023
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Apoiador na posse de Lula em 2023

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Janja e Lula
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Lula e militares durante a posse do petista para o terceiro mandato
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Lula e militares durante a posse do petista para o terceiro mandato

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Fernando Haddad
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Fernando Haddad

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Lula com a ex-presidente Dilma
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Lula com a ex-presidente Dilma

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Lula em entrevista
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Lula em entrevista

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Dirceu reage a movimento contra eleições diretas no PT
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Dirceu reage a movimento contra eleições diretas no PT

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Militantes do PT
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Militantes do PT

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Apoiadores do ex-presidente Lula (PT) se reúnem na Avenida Paulista para caminhada com o candidato petista
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Apoiadores do ex-presidente Lula (PT) se reúnem na Avenida Paulista para caminhada com o candidato petista

Fábio Vieira/Metrópoles

Desafios pela frente

Para o ex-presidente do partido Ricardo Berzoini, o principal desafio do PT é fortalecer as bases, que acabaram enfraquecidas com o avanço da tecnologia no mercado de trabalho. “O sindicalismo bancário, do qual eu fiz parte, por exemplo, tinha muito mais gente mal remunerada. Portanto, o potencial de mobilização era muito mais forte. Hoje, é uma categoria mais de classe média, porque a automação comeu os empregos da base. O sindicalismo da área de servidores públicos se fragmentou muito”, disse o político ao Metrópoles.

Berzoini cita o exemplo da inteligência artificial e defende que o partido se reorganize, levando em consideração a realidade atual.

“Quais são os setores do mercado de trabalho que vão ter mais impacto com a inteligência artificial? Isso é o desafio do partido. É um partido de trabalhadores, não é uma legenda partidária apenas. É o partido que sempre propôs, desde a fundação, a organizar o pensamento político da classe trabalhadora”, reforça.

Além disso, o ex-dirigente do PT vê a necessidade de renovação das lideranças. Principal nome do partido, Lula completa 80 anos em 2025 e já sinalizou que pode não disputar as próximas eleições, em 2026. Berzoini observa que Lula é “maior que o PT”, e o partido tem “responsabilidade de construir novas referências populares”.

Cita os exemplos do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e do senador Jaques Wagner como possíveis candidatos à sucessão. Mas reforça que é necessário trabalhar para emplacar novos nomes. “Essa renovação também é um trabalho que tem que ser planejado e construído. E assim, Lula é como Pelé: não se repete em menos do que 50 ou 100 anos.”

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